From Here To Eternity


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Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 20h03
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O Heavy Metal perdeu sua voz – Morre o lendário vocalista Ronnie James Dio

Ontem, dia 16, foi com certeza um dos dias mais tristes da história do Heavy Metal. As 7:45 da manhã (horário de Houston, EUA) faleceu Ronnie James Dio, aos 67 anos, um dos melhores e mais admirados vocalistas de rock de todos os tempos, tendo passado por bandas do mais alto gabarito como ELF, RAINBOW, BLACK SABBATH (atualmente HEAVEN & HELL), além de uma produtiva carreira solo.

Ao longo de sua carreira, Dio ganhou, não à toa, o certeiro apelido de “The Voice of Metal”, que se encaixou como uma luva ao carismático baixinho de voz poderosa, apesar de nunca ter feito sequer uma aula de canto (mas tocava baixo e trompete).

Ele era um dos meus ídolos dentro da música, pois além ter uma voz mágica, ele cantava com a alma, com o coração e era fácil perceber o quanto ele gostava do que fazia. Mesmo passando da casa dos 60 anos sua voz continuava impressionante e sua presença de palco deixava marmanjos de 20 e poucos anos no chinelo. Sabia conduzir um show (e a platéia) como só um mestre poderia fazer.

É fácil perceber a admiração que sentia por ele, através de resenhas postadas aqui nesse humilde blog. Como esta, esta e esta. Inclusive, se não me engano, é o artista que mais vezes aparece aqui pelo FHTE. Lembro me inclusive das minhas aulas de baixo, o quanto era divertido e metálico, quando tocava junto com meu professor Rodolfo Pagotto a música Holy Diver do álbum homônimo de 1983 (o primeiro solo de DIO).

Ronnie James Dio não era só um dos melhores vocalistas de metal (se não o melhor), ele era também uma pessoa extraordinária pelo que sempre li a respeito. Sempre educado, gentil e com carisma de sobra. Para ter uma noção disso e de como ele era admirado até por outras lendas da música, basta uma busca rápida no Google ou mesmo dar uma olhada nestes links postados pelo Whiplash (Astros da Música Lamentam Perda do Vocalista; Carta Aberta do Baterista Lars Ulrich; Um Grande ser Humano e o Melhor Cantor de Rock; Iron Maiden sobre Dio: “Perdemos um Talento Insubstituível”;)  

Fiquei sabendo da notícia ontem mesmo, através da minha namorada que leu em um post em seu twitter. A notícia me chateou bastante. Eu sabia que ele estava enfrentando um câncer no estomago já há alguns meses (desde novembro do ano passado), mas as informações que chegavam davam conta de melhoras em sua saúde. Mas infelizmente essa doença é terrivelmente traiçoeira e acabou vencendo a batalha contra a vida.

Eu tenho plena certeza que hoje ele está num lugar muito melhor. Mas para aqueles que ficam, é sempre triste e difícil de aceitar. Resta-nos apreciar os maravilhosos registros que Dio deixou em vida ao longo de sua brilhante carreira e orar pela sua família, em especial a sua esposa (e empresária) Wendy Dio, que estava com o vocalista há muitos anos.

Long Live Dio, The Voice of Metal

Muito Obrigado por tudo e que Deus te abençoe.

 

Escrito ao som do DVD Evil or Divine

 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 18h49
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Futebol: O Primeiro Amistoso do “Só Por Deus F.C.”

 

 

Dia primeiro de maio de 2010. Um belo e ensolarado sábado de feriado do Dia do Trabalho. Porém, mais importante que isso, esse era o dia do primeiro amistoso do Só Por Deus Futebol Clube (SPD), equipe formada por membros do CAF, Farmácia Geral, SAME e Lanchonete.

O time foi criado há menos de um mês com o intuito de disputar o primeiro Torneio de Futsal do Hospital Amaral Carvalho. Como a equipe nunca havia jogado junto anteriormente, foi marcado um amistoso contra o time da “Molecada que Joga de Sábado com o Glomer”, mas para facilitar, vamos chamar apenas de Molecada. O confronto estava marcado para as 13h no ginásio do Clube America, vulgo quintal do Fabião...

Quando cheguei ao local da peleja, a maioria dos atletas já estavam em frente as dependências do clube, apenas esperando dar o nosso horário para descermos para a quadra. Poucos minutos depois já estávamos lá nos aquecendo, batendo papo e tocando a bola enquanto esperávamos os jogadores atrasados. Na verdade, metade do nosso time ainda não havia chegado. O problema é que eles viriam de carona com o Thiago (Glomer) e esse não dava sinal de vida. Já começávamos achar que ele poderia ter desviado a rota e dado um pulo em Shangrilá, sua terra natal. Por sorte, pouco tempo depois ele chega com o restante da equipe.

Agora sim, times completos, o quebra-canelas já pode ter início. O SPD entrou em quadra formado por Bruno no gol, Dorival “Theo Becker”, Andinho “Justin Bieber”, Daivid “Dani-li” e Fabião na linha. Formavam o banco, Carlos “Lobão” (mais conhecido como “eu”) e Thiago “Glomer”.

A equipe adversária, era formada, justamente, pela molecada que joga de sábado com o Glomer. Entre eles, conhecia apenas o Skiter e o . O resto não sei os nomes ainda.

O jogo começa com as duas equipes se estudando. Nosso time mostra habilidade com um envolvente toque de bola. Só tapa. Mas poucos minutos depois, quem abre o placar é a Molecada. 1 x 0. E logo em seguida marcam mais um. 2 x 0 para os caras. Nesse momento o SPD começa a sentir a falta de entrosamento. O que em compensação a equipe adversária tem de sobra. O que é natural, pois, pelo que fiquei sabendo, eles jogam juntos desde 1984 (mesmo que a maioria deles nem sequer tenham nascido ainda).

As primeiras alterações começam a acontecer. Glomer entra em quadra  e pouco tempo depois, eu também entro em jogo. Só não me lembro quem saiu para dar lugar para a gente. Logo em minha primeira bola (uiii), recebi passe de Andinho Bieber e de primeira já devolvi pra ele por cima do zagueiro. Ele de cabeça voltou a pelota para mim. De frente pro gol, tive certeza que chutaria e marcaria o meu. Mas o que aconteceu foi que me atrapalhei com a bola e nem conseguir chutar, eu consegui...

Mais um ou dois piques atrás da bola. Um chute aqui e outro ali. Senti minha garganta rasgar. Fora as milhares de vezes que tossi em quadra (e fora dela). Logo pedi para ser substituído. E assim foi o restante do jogo. Entrava um pouco, me sentia mal e saía novamente.

Com a bola rolando, o jogo continuava equilibrado e corrido. Era um toma-lá dá-cá sem precedentes. Só peço desculpas por não lembrar corretamente de como foram os gols ou a ordem em que aconteceram. Pois, tossia demais e fica rindo junto com o outro jogador que estava ao meu lado no banco (o que mudava constantemente), o que acabou atrapalhando minha atenção sobre o jogo.

Alguns gols saíram para os dois lados. Mas a maioria foi pro lado da Molecada, infelizmente. Nossos adversários chegaram a abrir 5 gols de diferença sobre a gente.

Depois de ficar tão distante do placar, nosso time começou a reagir. Talvez porque a Molecada começou a jogar mais tranquila, visto que estavam bem a frente ou talvez porque nossa equipe começou a ganhar entrosamento e ritmo de jogo. Além é claro, da vontade de melhorar o resultado e sair de quadra de cabeça erguida.

         A marcação atrás continuava problemática, sendo que toda hora os adversários chegavam em dois ou três na frente do gol. Por sorte, nosso goleirão Bruno fazia uma excelente partida e evitava uma goleada mais elástica. Enquanto isso, na parte ofensiva, o time evoluiu. Melhorou a troca de passes e começou a acertar o pé nas finalizações e aos poucos iam marcando gols e encostando no placar.

         Infelizmente, não me recordo como foram os gols (foram muitos) e nem sequer os melhores lances. Mas o SPD chegou a empatar a partida diversas vezes, mas em momento algum passou a frente do placar. A Molecada abria sempre um ou dois gols de vantagem. O SPD ia lá e empatava.

         Enquanto o jogo corria pegando fogo. Sempre com trocas de integrantes na equipe. Vale ressaltar que todos (exceto o goleiro) revezavam entre banco e jogo (camaradagem difícil de se ver por aí nesses tempos modernos). Inclusive eu entrei mais algumas vezes, mas sempre permanecendo pouco tempo em quadra, pois minha tosse e minha garganta não me deixavam correr, isso sem falar na barriga... Mas o certo é que os adversários tiveram sorte, porque se eu estivesse em campo, a conversa seria outra meus amigos.

         Do lado de fora, Glomer foi até a cantina pedir um pouco de sal para jogar em baixo da língua para ver se sua pressão voltava ao normal. Depois voltou, jogou e assim que saiu, foi até a cantina novamente. Dessa vez para tomar um refresco. Eu o acompanhei. Chegando lá, pedi uma latinha de coca-cola e ele também. Mas a tia da cantina negou a latinha para ele e disse: “Não, pra você eu vou dar uma garrafinha”. Vai entender, né? Depois continuou “E aí, melhorou da pressão? Você deveria comer um tomate com sal”. Nisso ela abriu a geladeira e tirou de lá uma bacia com tomate e alface e entregou ao Glomer. Ele, claro, comeu com gosto.

         Voltando ao banco de reservas. Todos que lá sentavam e passavam a ver o jogo de fora, chegavam as mesmas conclusões: “Precisa ficar alguém atrás” e “Precisa chutar mais ao gol”.  Pelo menos, o primeiro problema foi resolvido. Fabião passou a jogar como fixo e deu uma bela ajeitada no time. Entretanto, ainda era necessário que nossos jogadores de frente voltassem mais. Mas isso não acontecia. Estavam todos mortos e mesmo com um homem atrás, não era suficiente. Mesmo com a melhora do time, o SPD continuava atrás do resultado.

         O jogo caminhava para o seu fim. Estávamos atrás um gol (mais uma vez). Fábio estava no banco, ao meu lado. Comentávamos que se empatássemos a partida, o jogo acabaria. E empatamos! Fizemos gestos para que o jogo acabasse, mas ninguém deu moral. Resultado: tomamos mais um. Depois tivemos outra grande chance, essa, mais no finzinho ainda. A bola sobra pra Theo Becker, sem goleiro, ele dá um toquinho na gorduchinha e já ia saindo pro abraço quando percebeu que a bola foi pra fora. Só por Deus, Theo. Só por Deus, como você me perde esse gol!? Meu Deus!

         Final de jogo: Molecada 1 x 0 SPD. Perdemos. Mas foi uma bela partida. Deu para ver que nosso time é bom e com um pouco mais de treino temos grandes chances de chegar as cabeças do 1° Torneio Amaral Carvalho de Futsal.

         Senão vejamos, nosso goleiro Bruno já mostrou que é o homem de confiança da equipe, faz grandes defesas e sabe sair jogando. Na linha temos excelentes jogadores também. Fabião é técnico, bate bem para o gol (apesar de nesse jogo, parecer que suas bolas (uii) tinham um ímã para passar sempre a direita do gol) e é forte na marcação. Dani Lee é exemplo de garra e força de vontade, o guerreiro do time. Andi Bieber tem boa técnica e velocidade. Thiago Glomer tem velocidade e visão de jogo. Theo Becker tem experiência, habilidade e técnica de sobra para ser um dos principais jogadores da competição e ainda por cima, é marrento que só ele. E eu, Carlos Lobão, pretendo comandar com punho de aço e entrar em quadra somente em último caso. Porque se eu começar jogando, não vai dar graça, vamos massacrar qualquer um... Além disso, ainda completam o time Gilson, Renato e a estrela Ricardo Knoa (que há boatos que não vai participar da torneio) que não puderam comparecer ao amistoso, porque seus clubes não os liberaram.

         Como curiosidade vale dizer que após o jogo. Todos os atletas (de ambos os times) foram até a cantina para tomar um refrigerante e se sentaram numa confortável escada para descansar. Quando alguém avistou uma enorme placa dizendo “Proibido sentar na escada”. Poxa, achei que aquela escada tivesse sido feita para isso. Mas tudo bem, sentamos no chão mesmo. E logo Skiter chegou com as bebidas: quatro garrafas de dois litros de Refrigerantes 15, cada uma de um sabor. Com isso foi possível verificar que o público prefere a Soda e o Guaraná que foram os que acabaram primeiro, enquanto Cola e Uva sobraram um pouco.

         Depois dessa memorável partida que venha o dia 22 e que tenha início o torneio. Nosso primeiro é o CP (Setor de Cabeça e Pescoço) que dizem ser o melhor time da competição e que ostenta em sua sala um troféu de um longínquo campeonato da FAC (Fundação Amaral Carvalho).

 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 12h47
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Cada vez mais técnica. Cada vez menos feeling.

Que eu sou um grande apreciador do heavy metal e de suas mais variadas vertentes não é segredo para ninguém. Desde os meus 15 ou 16 anos brado avidamente pelos quatro cantos que não existe melhor estilo de música para ouvir. E continuo mantendo esse pensamento até hoje e talvez até o resto de minha vida. Os motivos para isso são diversos e o principal deles é que agrada os meus ouvidos e isso já bastaria para ser minha musica preferida, pois discutir sobre gosto pessoal nunca levou ninguém à lugar algum. E antes de qualquer coisa, música tem que satisfazer o gosto pessoal de cada um. Porém existem outras razões para esse ser o estilo único e amado que é.

 

Como todos metallers gostam de alegar, as músicas de heavy metal são mais bem trabalhadas e elaboradas do que a maioria das canções de outros estilos. Salvo jazz, música erudita e talvez a bossa nova. Dentro do mundo metálico dificilmente vamos achar músicos com pouco conhecimento ou que simplesmente aprendeu alguns acordes com um amigo e resolveu montar uma banda. Tocar rock pesado exige muito treino, estudo e dedicação. Não é a toa que muitas músicas do estilo trazem técnicas apuradas e certa dificuldade de execução. O que é orgulho para todo fã do gênero, que gosta de dizer que escuta música de qualidade, bem trabalhada e sofisticada.

 

Porém, todo esse aperfeiçoamento técnico, que acaba criando música cada vez mais complexa, acaba também comprometendo aquilo que chamamos de feeling. Feeling, palavra inglesa que pode ser traduzida como “sentimento”, é algo fundamental em qualquer forma artística de expressão, seja teatro, pintura ou música. Dentro do metal diversas vezes este feeling é substituído por uma busca incessante em criar músicas com maior número de notas possíveis, mudanças bruscas de compasso e outras exibições gratuitas de técnica musical. Aliado a isso está à falta de criatividade que tem assolado o meio metálico, ocasionando em músicas que mais parecem uma competição de velocidade, e que, pouco ou nada acrescenta ao ouvinte.  As bandas (tanto as novas, como algumas que se prenderam em seus próprios métodos) cada vez mais fazem música repetitiva e com fórmulas já prontas.

 

O maior exemplo disso reside no chamado Metal Melódico (mas não apenas nele). Para comprovar isso basta contar quantas vezes você já ouviu músicas como “Eagle Fly Free” (HELLOWEEN) ou “Against the Wind” (STRATOVARIUS) gravadas por outras bandas e com outros nomes. Óbvio que vão existir muitos elementos diferentes, mas a fórmula é exatamente a mesma de uma delas. Ok, você adora todos esses elementos, riffs, solos e bumbo duplo, tudo na velocidade da luz, vocal alto, viradas de bateria, um pequeno solo de baixo, etc... e eu também amo isso, mas cada vez isso é mais frequente. O que é triste. Dá a impressão de que os compositores não têm inspiração alguma para criar essas músicas. Eles simplesmente pensam “vamos lá, vamos criar uma faixa na linha daquele clássico do HELLOWEEN. Isso, aumente a velocidade aqui, coloque este solo ali. Agora, cante o mais alto que conseguir! Pronto!”. Onde está o feeling de uma música composta dessa forma?

 

A resposta para essa pergunta é certa. Ele não existe. O que me faz pensar que o que escutamos ali não se distancia tanto assim de um produto pop, que tanto criticamos, criado pela indústria para atingir a demanda de mercado. Ainda que não seja exatamente a mesma coisa, passa bem próximo. A diferença é que os músicos das banda de metal possuí inegável talento e compõe suas próprias músicas, porém, apostando numa fórmula de sucesso já pré-concebida.

 

Entretanto, generalizar nunca é sábio e existe, claro, bandas que tentam se reciclar e criar coisas novas. Como, por exemplo, acontece com os brasileiros das bandas ANGRA e DR. SIN, que buscam novas alternativas para seu som. A primeira mostrou grandes lampejos de criatividade em toda sua discografia,mas principalmente nos álbuns “Holy Land” e “Temple of Shadows”. Enquanto a segunda sempre buscou uma identidade própria com seu hard rock deveras trabalhado. Há outras bandas que merecem destaque nessa empreitada criativa. Grupos como BLIND GUARDIAN, NEVERMORE, ORPHANED LAND, DREAM THEATER e KAMELOT também desenvolveram seus próprios meios de fazer heavy metal e alcançaram resultados muito satisfatórios.

 

Isso sem falar nos casos em que a banda consegue criar algo diferenciado e se sobrepor aos outros grupos do gênero, mas acabam sendo imediatamente clonados também. Como é o caso dos italianos do RHAPSODY e o dos escandinavos das bandas OPHET, BATHORY, DIMMU BORGIR e NIGHTWISH. Que mal se tornaram relevantes e já começaram a surgir grupos com sonoridade bastante parecida.

 

O assunto é extenso e a discussão ainda maior. Então não pretendo me estender ainda mais. O fato é que pouca coisa nova tem acontecido na cena metal e pior que isso, parece que cada vez mais os músicos têm deixado o feeling em segundo plano em prol de mostrar o como são bons com seus instrumentos. Talvez por conta disso, cada vez mais volto meus ouvidos para bandas, ditas clássicas, que mesmo fazendo um som bem trabalhado, não eram aprisionadas por isso e conseguiam passar suas emoções através das músicas.

 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 16h36
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Música: Vandroya - Diário de gravação das bateras do EP "The Last Free Land"

Fala moçada! Aqui quem vos escreve é Otávio Nuñez, batera do Vandroya, a fim de falar um pouco sobre como foram as gravações das baterias do EP The Last Free Land. Pois é, após 5 anos do lançamento do EP Whithin Shadows (eu nem estava na banda ainda quando aconteceu...) teremos a satisfação de apresentar ao público mais composições. Que orgulho! ... enfim, comecemos a falar do que interessa antes que a coisa fique um pouco piegas demais para a galera headbanger ...

Bom, tudo começou em dezembro de 2008 quando, após mais um semestre de estudos acadêmicos em São Paulo, finalmente pude me dedicar à produção musical do Vandroya, planejada já há alguns meses. Pra variar o prazo era apertado, obviamente não por causa da glamorosa desculpa do “prazo das gravadoras”, ou ainda a questão do “tempo é dinheiro” que envolve as horas em estúdio, mas sim por minha culpa. Viajaria no dia 14 para os EUA, numa estadia de 3 meses, o que em tese atrasaria o processo caso as gravações fossem deixadas para depois... Enquanto curtia umas nevascas, cerveja à temperatura ambiente (-5ºC pra baixo, é lindo) e água congelada nos encanamentos, a galera da banda adiantaria as gravações por aqui... Ok, situação devidamente explanada e plano A em execução: dois dias pra levantar a técnica enferrujada de meses, e gravação no dia 9 de dezembro.

Cheguei ao estúdio às 17 horas e fui recebido pelo Tiago, que tratou de me mostrar a câmara frigorífica e a pequena na qual faria as gravações. Não se iludam pelo nome meus caros, a câmara vira uma sauna tão logo você acaba o aquecimento pré-gravação... De frigorífica mesmo só a porta, cuja maçaneta é muito divertida de se operar...

menina que seria espancada sem dó nem piedade durante as sessões era uma Pearl Master Seriestop de linha da marca, e na qual tive o orgulho – e sorte - de ser um dos últimos a fazer uma gravação... depois de encher os olhos com a bela batera, tratei de montar meus pratos e posicioná-la ao meu gosto. O único tambor que dispensei foi a caixa, substituída pela minha, um mimo de 14 por 8 polegadas, fabricada pela Odery. Enquanto montava minhas tralhas, cumprimentei o dono do estúdio Alexandre Carrozza, que acabava de chegar e que por sinal teria que me aguentar por um bom tempo em sua sala de comando, a ver...

Com o circo montado, dei uma ligeira saidinha para esperar o guitarrista e compositor do VandroyaMarco Lambert, que vinha de Bariri. Conversamos e fizemos uns vidinhos toscos sobre a gravação, os quais tiveram como cenário a exuberante marginal do rio Jaú... valeu pela cerva que tomamos antes da labuta...

Maravilha! Ás 20 horas estávamos com batera montada e som passado. Tudo certo para a gravação não?... Quando fiz a pergunta imagino que você deve ter desconfiado que não... Se tudo fosse dar certo, porque raios faria uma pergunta dessas concordam? Pois é...

Explico: para gravar, além do metrônomo, eu usaria uma pista em midi, cujo programa que tornaria possível sua leitura e exportação para o software do estúdio foi um tanto difícil de conseguir. Resumo da ópera: só começamos as gravações às 23 horas, com direito a som de “grand piano” na pista, no lugar das guitarras. Comentário do Marco: “Cara, você é louco, mas você quem sabe...”. Sinceramente, depois de 3 horas “pilhado” para começar, a pista poderia ter som de oboé...

As gravações correram bem e levaram mais ou menos duas horas entre gravar, voltar para a “geladeira” corrigir eventuais erros e checar a timbragem inicial da bateria. O primeiro dia de trabalho estava concluído. Restariam ainda a edição e timbragens das bateras.

Passaram-se 7 meses... isso mesmo, 7 meses... um trimestre deliciosamente congelante em terras gringas mais um quadrimestre academicamente tenso na terra da garoa... mas enfim, quem quer saber de gelo e assuntos acadêmicos numa hora dessas? Finalmente férias de julho! Um tempinho para estudar bateria, engordar e editar as linhas de batera!

Dias curiosos... entrava em cena minha face freak para achar pêlo em ovo... Obviamente nada patológico o bastante para atrapalhar minha vida, apenas o suficiente para transformar a vida de pessoas como o Alexandre, sempre preocupado com detalhes das gravações, num inferno. Aparentemente eu estava ouvindo notas e procurava ordem onde ele só ouvia um embolado caótico de semicolcheias. Pergunta recorrente: “Cara... onde diabos você ouviu essa nota?!”. Isso que dá pilhar nas músicas... freakingdetalhismo... espero mesmo assim que seja o suficiente para garantir um bom resultado...

O que nos falta, caros leitores? Sim! Timbragem! E lá vamos nós em busca de um bom kick de bumbo e timbres de tambores! Localizemo-nos no tempo: 22 de dezembro de 2009. Pois é, há meses a produção do The Last Free Land tinha virado uma novela, com conflitos de horários e viagens de 50 léguas... mas o importante é que fique pronto! Pois bem, diria que algumas edições e escolha de timbres durante as festividades de fim de ano fizeram muito bem às linhas de batera. Ao final, pude aleluiamente mandar um email - no melhor estilo “CABEI *#*#*!” - para o Marco poder finalizar a produção com a mixagem e masterização do EP.

Com o sentimento de missão cumprida, agora é só aguardar moçada. Espero que gostem do trabalho! Abraço a todos!



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 17h08
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Up – Altas Aventuras (Up, 2009) (Walt Disney Pictures / Pixar Animation Studios)

Quando peguei Up – Altas Aventuras para assistir pela primeira vez, eu pouco ou nada sabia sobre ele. A única referencia que tinha sobre o mesmo, era que minha namorada dizia que o garotinho gordinho do pôster parecia eu quando pequeno... Mas como geralmente as animações da Pixar são de ótima qualidade, tinha curiosidade de ver o filme, mesmo sem ter conhecimento algum sobre ele. Agora que já assisti, posso dizer que me surpreendi positivamente.

 

O longa já começa esbanjando carisma contando a história de  um casal de crianças que se conheceram pela afinidade que ambos tinham pelo baloeiro e explorador Charles Muntz, um verdadeiro herói em sua época. Os dois cresceram juntos, casaram-se e envelheceram juntos como um casal feliz até que a senhorinha passa para outra vida, deixando seu marido solitário. Tudo é contado com grande sensibilidade e de forma magistral em pouco mais de dez minutos. Essa introdução é como se fosse um curta-metragem e sozinha já valeria à pena. Mas não seria justo parar por aí, porque o que vem depois é tão bom quanto.

 

Depois de perder sua esposa de muitos anos, Carl Fredricksen não é mais o rapaz tímido de outrora, agora vivendo sozinho e com a velhice já atingida, tornou-se uma pessoa ranzinza e fechada. Empresários querem a todo custo comprar sua casa para construir um enorme edifício, já que ela é a única residência no quarteirão que ainda não foi comprada e demolida. Mas ele não está disposto a vendê-la, até porque a casa trás recordações da esposa com quem passou toda a vida morando ali. Até que um trator bate em sua caixa de correio, fazendo com que o velho Fredricksen se zangasse e no impulso desferisse uma bela bengalada na cabeça de um engenheiro. Após a agressão, ele é julgado e considerado uma “ameaça pública” e é obrigado a deixar a casa e mudar-se para um asilo. Porém na manhã em que vieram buscá-lo ele faz uma surpresa e levanta vôo com sua casa puxada por milhares de balões. Seu objetivo é voar até o Paraíso das Cachoeiras na América do Sul, onde ele e sua esposa Ellie sempre sonharam em ir. Entretanto, ao contrário do que o Sr. Fredricksen pensava, ele não está sozinho. Um escoteiro de 8 anos de idade estava procurando uma narceja nos arredores da casa e acaba voando junto com ela para desespero do velho Fredricksen. Aí sim o filme e a aventura de fato começam.

 

O longa é extremamente atraente, tanto por seu enredo, que apesar de simples, consegue combinar ação e emoção; como pelo seu visual muito bonito, detalhista e cheio de cor; mas principalmente por seus personagens assas carismáticos. Impossível não gostar deles. O velhinho Sr. Fredricksen (dublado magistralmente por Chico Anysio) e do garotinho Russel, isso sem falar no cão Dug e na ave doidona Kevin.

 

Este é um filme que faz você rir do começo ao fim, todos personagens são engraçados, cada uma o seu modo. Sr. Fredricksen com seu jeito rabugento, Russel com sua tagarelice, Dug com sua simpatia e jeito bobo e Kevin com sua maluquice. Porém, o humor não é a única coisa encontrada em Up – Altas Aventuras. O longa trata de temas complexos, como a velhice e a saudade de quem se ama, com uma sutileza e uma maestria de tirar o chapéu. Um filme que certamente deve agradar adultos e crianças.

 

Nota: 10

 

 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 13h45
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Mala branca sim, por que não?

Acompanhando o noticiário esportivo o que mais tenho visto é acusações sobre clubes interessados no título oferecendo a chamada “mala branca” para equipes, já sem aspirações no torneio, se motivarem a enfrentar seus adversários.  Para quem não sabe a mala branca nada mais é do que uma quantia em dinheiro oferecida para times ganharem seus jogos. Ou seja, se é para ganhar não tem nada demais. Afinal ganhar um jogo é uma obrigação para qualquer atleta.

 

Entretanto, mesmo partindo desse pressuposto básico de que vencer uma disputa, seja qual for, é obrigação dos jogadores, muita gente critica essa atitude de oferecer dinheiro a outras equipes. Mas se pararmos para pensar o mais justo seria mesmo motivar os times que já não tem mais interesse no campeonato à jogar com vontade. Pois, se hoje ele está capengando no torneio e não tem mais chance de nada (nem de conseguir uma vaga em algum campeonato, nem de se livrar do rebaixamento), quando ele enfrentou, há rodadas atrás, aquela outra equipe que está brigando pelo título, ele jogava motivado, pois ainda tinha anseios.   

 

Por exemplo, o São Paulo enfrenta na última rodada o Sport, que não tem mais motivação alguma, pois já está rebaixado. Porém, quando o Palmeiras, o Internacional ou o Flamengo, que também disputam o título, jogaram contra a equipe do Recife, ela ainda tinha motivações, ainda jogava para fugir da Série B. Dessa forma, enfrentaram um time bem mais aguerrido e motivado do que aquele que o São Paulo enfrentará domingo. Com a mala branca, entretanto, o Sport poderá jogar com o mesmo empenho e vontade que jogou nas outras rodadas do campeonato, quando ainda tinha chances.

 

Lógico que esse exemplo não se restringe apenas ao jogo mencionado acima, da equipe paulista contra a pernambucana. Mas se aplica a todos os jogos onde uma equipe não tem mais motivações hoje, mas com certeza há algumas rodadas atrás tinha. Como também foi o caso de Corinthians x Flamengo ou mesmo Goiás x São Paulo, e também será domingo na disputa entre Flamengo x Grêmio, onde desconfiam até de que o clube gaúcho possa entregar o jogo para impedir o rival Internacional de ser campeão, entre tantos outros casos.

 

Inclusive nesse último caso citado, entre o tricolor gaúcho e o rubro-negro carioca, se houver uma mala branca possa ser que o Grêmio se empenhe mais e tente fazer seu papel sem se preocupar com a rivalidade com o colorado. 

 

Portanto, acredito que a mala branca seja sim uma atitude honesta e até justa. Até mesmo porque serve como bônus para um time fazer aquilo que ele já deveria mesmo fazer, que é jogar para ganhar, independente de qualquer coisa.

 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 17h02
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Zombieland (Sony Pictures, 2009)

Agora que o pesadelo do TCC acabou e o “Amargo da Cana” foi um sucesso com direito a nota 10 e muitos elogios por parte da banca. Me sinto a vontade para arrumar tempo e colocar o FHTE para funcionar novamente! Espero ainda não ter perdido o jeito pra coisa.

 

Depois de manter nosso vicio de degustar a panqueca de brócolis do Canto do Caldinho (eles poderiam me pagar pela propaganda, hein? Aliás, ainda começo a escrever uma coluna sobre os restaurantes jauenses, o que acham?... Não?!) eu e minha amada fomos assistir um filme. Nossas opções eram dois filmes com mortos-vivos: o clássico Cemitério Maldito do mestre Stephen King e o recém-lançado Zombieland, indicação de mi hermano. Acabamos optando pelo segundo, já que o primeiro é bem mais “pesado”. Como você verá na resenha abaixo, não nos arrependemos nenhum pouco da escolha.

 

Se existe um gênero de filmes que pode-se chamar de batido são os que tratam de zumbis. É impossível contar o número de longas com história de mortos que voltam à vida, quer seja por maldição, quer seja por experiências cientificas, quer seja por vírus, quer seja sem explicação alguma. O mais impressionante é que há décadas esses filmes vêm sendo produzidos e continuam até hoje.  Zombieland, que foi lançado a pouco, e desbancou Tá Chovendo Hamburguer da primeira posição nas bilheterias estadunidense, é um exemplo disso.

 

Porém, assim como a causa que leva os mortos a voltarem à vida, outra coisa que mudou conforme o passar dos anos é o estilo destes longas. Antigamente filmes de mortos-vivos, obviamente, eram do gênero horror. Hoje em dia, contudo, não necessariamente. Muitos estão muito mais para comédia, mesmo que pretendido que fosse assustador, entretanto outros são propositalmente uma mistura de ambos, horror-comédia ou terrir, se preferir.  Não é o caso deste Zombieland, que é uma comédia mesmo e só, sem horror.

 

Zombieland soa como uma sátira a filmes como Extermínio, por exemplo. A história resumidamente é praticamente a mesma que a dele. A Terra, ou pelos menos os Estados Unidos (nunca saberemos), está tomada por zumbis, praticamente não existem mais seres-humanos, apenas cidades desertas, cheias de mortos-vivos (que paradigma hein?). A explicação para esse mal? Não importa, o filme não se preocupa em nenhum momento em querer explicar isso. Ainda bem.

 

Columbus (Jesse Eisenberg) é um dos poucos sobreviventes no planeta e isso, em partes, se deve as regras que ele mesmo criou para continuar vivo. Regras que são apresentadas logo no começo do filme e reafirmadas durante toda a projeção do longa, conforme elas vão sendo utilizadas. É bom guardá-las bem, caro leitor, para o caso da sua cidade ser tomada por zumbis, qualquer dia desses... Com o decorrer do filme, Colombus encontra mais alguns poucos humanos, como Tallahassee (Woody Harrelson), um matador de zumbis durão, que passa a acompanha-lo na jornada, além das irmãs Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin).

 

Zombieland é um filme divertido do inicio ao fim. As piadas são suaves e são espalhadas nos diálogos ou no absurdo da cena. Como na hora em que Columbus está desesperado pra fugir do zumbi e atira tudo o que vê pela frente.  Outra coisa bacana é que o longa tem diversas cenas de ação, algumas chegam até a fazer inveja pra filmes explosivos. Como a cena do parque de diversão onde Tallahassee aniquila alguns mortos-vivos.

 

O mais legal são os personagens, que apesar de não serem lá muito profundos são muito bem construídos. Por exemplo, Columbus, ele está mais para anti-herói do que herói. Ele é retraído, tem dificuldade com as mulheres, não é corajoso e ainda por cima tem problemas estomacais. Para ser um nerd completo só falta jogar World of Warcraft, certo? Então não falta nada, pois ele joga! Porém, ele não é retratado como um idiota, como acontece em diversos filmes com esse estereotipo de personagem, aqui ele é apenas um cara comum com suas dificuldades sociais, mas com carisma e charme próprio, méritos para o ator, para o diretor e para o roteirista. Os outros personagens também vão na mesma linda, apesar de rasos, bem construídos, mesmo que em cima de estereótipos, são cativantes.

 

Resumindo, esse é um daqueles casos raros que você vai vendo o transcorrer do filme e começa a ficar triste porque sabe que ele está chegando ao final. Pois, assisti-lo é uma experiência tão agradável que você queria que durasse mais tempo.

 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 12h33
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A Saga do Café

Em uma bela manhã de domingo, (9 de agosto, Dia dos Pais) eu e minha querida namorada Paula resolvemos ir tomar café da manhã na cidade. Com um pouco de esforço vencemos a preguiça e saímos de casa por volta das 9h30. Tudo bem, não é um horário que se diga: “nossa, como acordaram cedo”, mas para um domingão era praticamente madrugada.

 

A primeira opção que pensamos foi o Mcdonalds (sim, eles vendem café da manhã) que tem um cappuccino grande e um croissaint delicioso. Teoricamente o café era servido no estabelecimento até as 11h. Porém, quando chegamos lá, nem aberto o estabelecimento estava. “Poxa, será que eles abrem às 10h?”. Mesmo se abrissem não íamos esperar. A segunda opção foi o digníssimo Jaú Shopping.

 

Descendo a Rua 7 de Setembro, nos deparamos com uma guarda de trânsito bloqueando o caminho e indicando para que dobrássemos a esquina para entrar numa rua da qual eu não tenho idéia do nome. Não entendemos o motivo do desvio imposto, mas foi possível ver uma ambulância para mais a frente. No novo percurso o trânsito estava tenso, mal conseguimos movimentar o carro.  Pois além daquela rua estar bloqueada, ainda tinha o agravante da feira estar próxima, o que deixava tudo ainda mais lento.

 

A essa altura, o relógio já beirava às 10 da manhã. E como a gente ainda estava próximo da Av. Ana Claudina, a Paula teve a idéia de passar novamente em frente ao Mcdonalds, só pra desencargo de consciência. Mas não adiantou, ainda estava fechado. Caramba, como o Mc ainda podia estar fechado? Se eles servem café da manhã até as 11h, que horas será que eles abrem? As 10h50? Isso não fazia sentido algum. O fato era que a grande franquia de fast food estava fechada e não parecia que ia abrir tão cedo. Esse é o tipo de coisa que é digna de acontecer só em Jaú mesmo.

 

Mas tudo bem, então vamos mesmo ao Shopping. Cruzando o centro da cidade, reparei que uma outra opção, a “Doceria Renata”, também encontrava-se fechada. No problem nós não íamos parar lá mesmo.

 

Subindo a rua da Igreja São Sebastião. Reparei que havia um “verdinho” estacionado com sua moto na esquina com que dá na rua do Senac (exatamente o caminho que eu tinha em mente para chegar aos Shops Centis). Falei “será que ele também vai desviar minha rota?”. No instante em que disse isso, avistei uma moto virando aquela rua e o verdinho não teve reação nenhuma. Vendo essa cena, fiz a mesma coisa, virei ali tranquilamente. No exato momento em que passei ao lado da moto do verdinho, ouvi um apito histérico e apavorante. O guardinha soltou todo seu ar naquele apitinho e começou a bradar desesperadamente “Não pode! Não pode! Por aí não pode!” Imediatamente levei um baita susto e senti minha cara corar de vergonha ao mesmo tempo em que já engatei a ré do carro e comecei a ir para trás. Mas o verdinho também não me deixou voltar. “Agora vai, continua indo pra frente. Mas vá devagar. Vai, vai.”. Foi o que eu fiz, continuei indo para frente bem devagarzinho, quando notei que alguns pedestres vestidos como maratonistas começavam a passar ao lado do carro. Então entendi porque não podia transitar com meu automóvel. Estava tendo uma corrida ali. A cena foi digna de comédia, depois do guarda chiliquento, o carro estava envolto por maratonistas correndo por todos os lados. Ao passo que minha namorada começou a rachar o bico de dar risada. Eu ainda assustado e envergonhado e ela se deliciando de rir com a cena bizarra.

 

Um pouco mais para frente, passando fronte ao Senac, um outro guarda advertiu mais uma vez: “Vai devagar, vai devagar”. Eita, eu já estava devagar o suficiente, se eu diminuísse mais, iria parar o carro. Finalmente, entrei na avenida Dr. Quinzinho e me livrei do pesadelo dos maratonistas, enquanto a Paula ainda recuperava o fôlego das gargalhadas.

 

Assim que parei o carro no estacionamento do Shopping, veio o pensamento “só faltava o shopping estar fechado também”. Nisso vimos um rapaz chegando em frente a porta eletrônica, ela abriu e ele entrou. “Ufa, tá aberto sim, lógico”.

 

Entretanto, quando entramos dentro do shopping percebemos que ele não estava tão aberto assim. As luzes ainda estavam apagadas e notamos que, pelo menos no andar de baixo, apenas a loja d'O Boticário estava aberta. Ainda tínhamos esperança que a praça de alimentação deveria estar aberta ou o Café Mundi e a Copenhagen apenas. Se um deles estivesse aberto, já estaria bom. Mas ambos estavam fechados, assim como todo o restante da praça de alimentação e das lojas.  Por sorte, tanto eu como a Paula já havíamos comprado nossos presentes para o dia dos pais, porque se tivéssemos deixado pra comprar na manhã de domingo no shopping estaríamos na água. E foi assim que muitas pessoas pareciam ter se sentido, “na água”. Pois diversas pessoas adentraram o shopping nos minutos em que permanecemos ali e pareciam decepcionados com portas abaixadas e as luzes apagadas. Com certeza muitos lojistas deixaram de lucrar um pouco nessa manhã. Absurdo o shopping ainda não estar funcionando essa hora. Mais uma coisa digna de acontecer só na tosca grandiosa cidade de Jaú.  Nunca imaginei que seria tão difícil tomar um cafezinho.

 

Quando já estávamos pensando em desistir, lembramos que o Jaú Serve ao lado do Shopping tinha uma cafeteria. E foi pra lá que fomos. Para nossa sorte o local estava aberto (nessa altura do campeonato, já considero sorte mesmo). Sentamo-nos, olhamos atentamente o cardápio e tanto eu quanto ela optou por cappuccino e pão de queijo.  Ufa, finalmente teríamos uma bela refeição matinal.

 

Mas de repente, o garçom aparece na nossa mesa e educadamente diz “Vocês pediram dois cappuccinos e dois pães de queijo, correto?” – respondi que sim, e ele continuou – “O pão de queijo ainda está no forno, vai demorar mais uma meia hora pra ficar pronto. Vocês querem esperar ou preferem trocar com alguma coisa?”. Olhei no cardápio e vi que para um café da manhã a única opção era mesmo a receita mineira. Mas como não estava a fim de esperar, pedi uma coxinha. Minha namorada relutou um pouco em querer alguma outra coisa, entretanto acabou decidindo por uma esfirra de frango. Não era exatamente o que tínhamos em mente, mas tudo bem, tá valendo.

 

A saga do café finalmente havia terminado. A conclusão que fica é que Jaú nos surpreende a cada dia. Ainda bem que eu só queria tomar um cappuccino, coisa comum. Pois se tivesse um gosto fora do comum, com certeza iria ficar sem. Já que uma coisa simples foi tão difícil de conseguir, imagine se fosse algo fora do comum.

 

Mas minha manhã ainda não estava completa. No meio do caminho até a casa do meu amorzinho, foi surpreendido com uma ligação do serviço. Sim, era domingo e eu estava de plantão. Mas essa é uma outra história...

 

Nesse domingo ainda constatei que o pneu do meu carro estava furado...

 

PS: Só pra constar, o restante do meu domingo foi muito bom J

 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 12h23
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Kamelot – Ghost Opera (SPV, 2008)

Muitas bandas atingem o ápice de suas carreiras logo nos primeiros álbuns lançados, o que as obriga involuntariamente a viverem sob a sombra de seu passado. O Kamelot pode-se orgulhar de não fazer parte desta casta, pois a cada novo álbum o grupo demonstra uma evolução sonora. Desde que o vocalista norueguês Roy Kahn se juntou aos estadunidenses em 1998 para a gravação de Siége Perilous, segundo álbum da banda, as composições só evoluíram. Sempre que se achava que tinham chegado ao topo mais alto, eles se superavam no lançamento seguinte. Foi assim desde The Fourth Legacy (1999), que foi superado por Karma (2001), que foi batido de longe por Epica (2003), que por sua vez, foi extrapolado pelo sensacional The Black Halo (2005).

A cada novo lançamento, a missão do Kamelot de melhorar sua sonoridade vem ficando cada vez mais árdua. Superar o típico e bem trabalhado metal melódico dos primeiros álbuns era uma coisa. Agora, exceder o nível magistral das composições de Epica e The Black Halo é algo totalmente diferente. Nestes discos, principalmente no último, a banda ditou novos rumos para seu Heavy Metal com toques sinfônicos, se distanciando da mesmice e falta de criatividade que assombram o estilo. O grupo alcançou um nível de composição pouco visto no cenário metálico atual. Suas musicas tem o peso do metal, mas também ganham dramaticidade com os bem construídos arranjos sinfônicos e o vocal esplêndido de Khan, que com sua técnica apurada cada vez mais aposta na interpretação. Aliás, o vocalista é uma peça fundamental para a sonoridade da banda, sua bela voz pode arrancar lagrimas dos mais emotivos, mas também pode soar agressiva e causar medo, tamanha sua versatilidade.

Dizer que Ghost Opera supera The Black Halo, pode ser exagero. Mas com certeza mantém o mesmo nível. Mostrando que a banda caminha a passos largos para o topo do Metal no século XXI. O novo álbum mantém as mesmas características de seu antecessor, porém, sem soar repetitivo. O disco tem identidade própria e isso fica evidente ao decorrer das onze faixas que o compõem.

Destacar alguma música é uma tarefa que demanda cautela e certo risco, pois todas estão no mesmo patamar de qualidade. Mas ousaria destacar Rule the World, que abre o disco de forma arrebatadora, após o prelúdio Solitarie com seus belos acordes de violino. A faixa de abertura tem um belo trabalho instrumental, contrapondo de forma única o peso do metal com a suavidade das melodias sinfônicas. O que ocorre na maioria das músicas do álbum e saber usar esse artifício de forma tão criativa e primorosa é um dos grandes trunfos do Kamelot.

Outra peculiaridade do grupo são os refrões de fácil assimilação, mas que não soam forçados, como é demonstrado nas pesadas Up Through The Ashes e Blücher, que tem a participação de Simone Simmons. Já Silence of the Darkness tem belo trabalho de guitarras e bastante velocidade aproximando a banda do velho metal melódico praticado nos primeiros álbuns. Enquanto que Love You to Death com a participação de Amanda Sommerville e Anthem representam os momentos mais calmos do álbum, sendo duas lindas baladas, que evidenciam a beleza da voz de Khan.

Porém, não posso terminar essa resenha sem falar da grandiosa faixa-título, talvez a melhor de um álbum repleto de boas músicas. Ghost Opera possui grande trabalho de guitarra, baixo e bateria, além de grande interpretação vocal. Ela consegue ser pesada, agressiva, rápida e ao mesmo tempo bela e suave. Como isso é possível? Pergunte ao Kamelot.

Nota: 10

Line-Up:
Roy Khan - Vocal
Thomas Youngblood - Guitarra
Glenn Barry - Baixa
Casey Grillo - Bateria
Oliver Palotai – Teclado

Tracklist:
1. Solitaire
2. Rule The World
3. Ghost Opera
4. The Human Stain
5. Blücher
6. Love You To Death
7. Up Through The Ashes
8. Mourning Star
9. Silence Of The Darkness
10. Anthem
11. EdenEcho

 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 14h45
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Música: Clássicos: Ozzy Osbourne – Diary of a Madman (Jet/Epic Records, 1981)

 

 

Após nove anos e oito discos lançados com o Black Sabbath, o vocalista Ozzy Osbourne é demitido por abusar das drogas e do álcool. Então ele decide seguir carreira solo e lança o clássico e definitivo Blizzard of Ozz em 1980. Após o grande sucesso alcançado com ele e em meio a sua turnê, o rei das trevas volta ao estúdio para conceber seu segundo álbum em vôo solo, este Diary of a Madman, lançado em 1981 e que entrou pra história por ser o último registro do lendário guitarrista Randy Rhoads que falecera um ano mais tarde num acidente de avião.

Diary of a Madman é um álbum com dupla personalidade. Para muitos, é constantemente deixado de lado, talvez por ter sido ofuscado pelo estrondoso sucesso do disco anterior, talvez por não possuir um single de grande sucesso. Enquanto para outros é um clássico absoluto e um dos melhores da carreira do velho madman.

Para este álbum, foi mantido o mesmo e consagrado time que trabalhou no álbum anterior, os ex-Uriah Heep: Bob Daisley e Lee Kerslake, baixista e baterista respectivamente, além do virtuoso Randy Rhoads (ex-Quiet Riot) nas seis cordas e do tecladista Johnny Cook.

Logo na primeira faixa de Diary of a Madman, Ozzy e sua banda já demonstram que a linha seguida é a mesma do álbum anterior, ou seja, um Heavy Metal vigoroso, mas técnico e puxado para o Hard Rock. Deixando totalmente de lado o som arrastado de sua ex-banda.

Over the Moutain é uma música primorosa, com linhas de guitarra, baixo e bateria em perfeita harmonia, excelente para balançar a cabeça. Assim como a pesada S.A.T.O., que parece ser uma peça única na discografia do príncipe das trevas, com sua boa dose de velocidade e boa performance de Ozzy cantando em tons ainda mais agudos que o costumeiro.

Flying High Again e Little Dolls pendem mais para o Hard Rock, sendo mais cadenciadas e com um clima mais descontraído. Enquanto que You Can't Kill Rock and Roll é uma semi-balada que até tem seus méritos, mas fica um pouco abaixo do restante do álbum.  Tonight sim é uma balada de respeito e tem um solo memorável a cargo de mister Rhoads, com certeza uma das mais lindas da carreira do tio Ozzy, anos-luz a frente da insossa Goodbye to Romance do festejado disco anterior.

Completando o disco temos a épica Believer com seu ritmo cadenciado e pesado, com grande trabalho de guitarras e vocal e por último a sinistra faixa-título, que lembra de longe o trabalho do madman no Black Sabbath. Mas bem de longe, porque essa daqui é muito mais trabalhada e pomposa, com grande trabalho de Rhoads (já cansei de dizer isso) e direito até a um coral apocalíptico em seu desfecho. Chega a assustar os mais desavisados.   

O fato é que mesmo sendo gravado às pressas, Diary of a Madman é um excelente disco de Heavy Metal e um dos melhores na vasta discografia de sir Ozzy Osbourne. Nele Randy Rhoads mostra mais uma vez como poderia revolucionar o modo de tocar guitarra em bandas de rock e como faz e continuara fazendo falta para o mundo da música.



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 12h36
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 Agora já posso ser jornalista... e você também

 

Agora é oficial, para exercer a profissão de jornalista não é mais necessário ter diploma. A medida foi tomada ontem pelo STF. O principal argumento para está decisão é de que a liberdade de expressão e de pensamento é constitucional e todo e qualquer cidadão tem direito, não só aqueles com nível superior. Concordo que todos têm o direito de se expressar e dizer o que está pensando. Porém, a responsabilidade de dar qualquer opinião, quando ela é publicada em um meio de comunicação de massa, é enorme e nem todo cidadão teria condições éticas ou morais para arcar com tamanha responsabilidade social.

 

Além disso, fazer jornalismo é antes de tudo uma profissão como qualquer outra. Uma profissão que necessita de conhecimentos técnicos para ser realizada. Não se trata apenas de escrever, de narrar fatos. Jornalismo não é literatura. O jornalista trabalha sempre com a realidade, não existe ficção no mundo dos jornais. Tudo o que se publica deve ser averiguado e qualquer informação trás consequências, que podem ser seriíssimas, para a sociedade.

 

Banalizar a profissão de jornalista é como dar uma arma de fogo para um cidadão destreinado em seu manuseio. Ele sabe que tem um item muito poderoso em sua mão, mas talvez não saiba como usar e nem as consequências que seu uso pode trazer. Na tentativa de se salvar de um assalto, ele pode acabar ferindo inocentes, cometendo injustiças ou até mesmo acabar sendo morto. A mesma coisa é com o jornalista, é preciso um conhecimento prévio, é necessário conhecer as armas que possui e saber usá-las com responsabilidade. Não é simplesmente sair por aí atirando ou escrevendo.

 

O poder da mídia é tão grande que comumente ela vem sendo chamada de “O Quarto Poder”. Para se ter uma idéia, uma vez Napoleão Bonaparte disse “Três jornais me fazem mais medo do que cem mil baionetas” E de fato, ele era uma pessoa inteligente, pois os meios de comunicação de massa exercem grande influência no mundo. Presidentes podem ser derrubados, pessoas podem ter suas carreiras arruinadas ou acendidas através da mídia, países podem entrar em guerra. Há de se concordar que é um poder que não pode ser dado a qualquer um.

 

Para tomar essa decisão desrespeitosa e equivocada, o que muito se discutia é que muitas pessoas importantes ligadas a grandes (e a pequenos) jornais não tem diploma e mesmo assim são muito respeitados dentro da profissão. Essas pessoas geralmente têm conhecimentos específicos que possivelmente um jornalista comum não teria. São profissionais de outras áreas, como economistas, ex-atletas, políticos, cientistas, etc. que atuam como comentaristas em diversos veículos da mídia.  Nesses casos, há de se concordar com a não-obrigatoriedade do diploma  (ainda que mesmo assim ele fosse deveras bem vindo), pois, eles tratam em seus textos de assuntos específicos de seu próprio ramo de atividade. Porém, mesmo nestes casos, tudo o que eles escrevem passa pelas mãos de  um editor, que até então era formado em jornalismo, para só depois ser publicado.

 

Sendo o jornalismo uma profissão como qualquer outra, porque para exercê-la não é necessário ter estudo? Então, pressupõe-se que para ser médico, engenheiro, professor, advogado, dentista ou qualquer outra coisa também não deveria precisar estudar. Já que convivendo com qualquer profissional de qualquer uma das áreas citadas acima e talvez lendo alguns livros por conta própria, vamos aos poucos ganhando experiência e em pouco tempo também poderemos exercer tal função.

 

O interessado começaria como auxiliar ou aprendiz de médico e convivendo dia-a-dia com o doutor, logo começaria a ganhar experiência e dentro de alguns anos poderia abrir sua própria clínica e realizar suas próprias consultas. 

 

Aqui encerro meu desabafo com a certeza de que mesmo antes de terminar o curso acadêmico, já posso ser taxado de jornalista neste país desgraçado maravilhoso. Gostaria de convidar o meritíssimo Gilmar Mendes para produzir um documentário, um programa de rádio ou mesmo uma simples reportagem. Com certeza ele tem competência suficiente pra isso... Ô se tem... 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 12h41
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FHTE completa 4 anos de vida!

Neste dia 22 de Março, o FHTE completa seu quarto ano de vida. Mas o que comemorar? Claro que sim!

Em nossa jornada publicamos inúmeras resenhas de álbuns de Heavy Metal (em seus mais diversificados estilos) e outras tantas de filmes (também de gêneros diversos). Escrevemos crônicas bem humoradas de jogos de futebol de fim de semana (com o glorioso e imbatível de time do Futiba) e até de churrascos.  Contribuímos para a intelectualidade do mundo com pensamentos que foram desde o futuro do Metal Melódico até o fato de como se nasce o gosto musical nas pessoas, passando pelas modas musicais.

Recentemente até publicamos um conto de horror (Horror? Onde? Não vi horror nenhum...). Sem contar, é claro, os textos comemorativos e cheios de parênteses, como este que você está lendo agora.

Além disso, tivemos grandes entrevistas, com os paulistanos das bandas Exxótica e Forgotten Boys e também com a galera gaúcha da Questão de Honra (do grande Ninja).

Sem falar nas parcerias feitas ao longo de nossa saga. Parceria com o site Vejaú e também com o Cena Rock. Colaboração de amigos (grande Otávio, precisa voltar a escrever, hein rapá?). Sem falar nas diversas vezes que pude entrar em recintos sem pagar nada pra cobrir o evento (ô Moraes, faz tempo que você não deixa eu fazer isso...).

Mas o que realmente é motivo de comemoração são vocês, pacientes leitores, que continuam lendo essas páginas virtuais, mesmo depois de todo esse tempo. Mesmo quando o blog fica sem atualizações por várias semanas, assim que é atualizado, aqui estão vocês novamente. O FHTE deixa um sonoro e estimado “Hail!” pra vocês! Muito obrigado por tudo! Em especial Murilo, Raul, Rubens (este último campeão e “ponta firme master”, sempre deixou comentários!) e mi hermano Gustavo (que faz as vezes de fotógrafo por aqui) E também ao mestre Paulo Cruz, que sempre tem deixado seu apoio e dicas; e minha amada Paula (vulgo Zeitoninha), que me inspira há muito tempo e sempre me apoiou nessa empreitada (desde os tempos em que éramos apenas bons amigos e daqui pra eternidade).

Só para não dizer que não falei dos números. Nesses 4 anos, foram mais de 14 mil acessos. Mais de 500 comentários. E segundo o sistema de avaliação disponível no blog, o FHTE tem média 9,7 (em 1288 votos computados, estou cercado por um bando de puxa-sacos, só pode!).

E vale lembrar, que se hoje estou no quarto ano de Jornalismo foi graças a esse blog aqui. Criado sem nenhuma ambição, apenas com o desejo de escrever textos e deixar que as pessoas os leiam.

Caros leitores e amigos. Quais os rumos que vocês acham que o FHTE deve tomar? Continuar escrevendo textos diversificados ou se especializar em algum tema? Música, filmes, livros, crônicas, contos? O que você mais gosta neste blog?

Abaixo, uma foto da comemoração do aniversário do blog:




Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 13h30
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Literatura: Anjos e Demônios (Dan Brown) (Ed. Sextante, 2004)


Ou ando muito ruim de memória ou essa é a minha primeira resenha literária aqui no FHTE. Apesar que desde que criei o blog tinha a intenção de fazer análises de livros, só agora de fato farei isto. Até porque, mesmo gostando muito de ler, leio poucos livros por ano, no máximo uns três (sim, sou vagabundão, mas nessa conta não entram os livros da faculdade. Ham!). Ano passado mesmo, acabei lendo apenas um, o fodão O Vampiro Lestat... Mas isso não vem ao caso...

Anjos e Demônios do estadunidense Dan Brown, que ficou mundialmente conhecido por ser autor do aclamado e polêmico O Código Da Vinci. Livro este que por sinal eu não li, mas vi o filme no cinema alguns anos atrás. Porém não vou tomá-lo como base, pois como todos sabem, a versão escrita sempre é superior a de Hollywood. Mas deixemos tudo isso de lado para falar sobre o livro em si, que aliás, também vai virar filme e deve estrear nas telonas ainda este ano. Aí sim poderemos fazer comparações com mais propriedade.

 

Anjos e Demônios conta como foi a primeira aventura de Robert Langdon, conceituado professor de simbologia de Harvard. Sim, o mesmo cidadão que protagoniza O Código Da Vinci. Porém aqui ele ainda é apenas um professor que foi chamado para analisar um misterioso símbolo que foi marcado a fogo no peito de um físico assassinado. Porém, o que para ele parecia ser apenas um trabalho comum acaba o chocando. A tal queimadura no corpo do cientista é uma marca dos Iluminati, uma antiga fraternidade que era considerada extinta a séculos. Essa fraternidade tem como principal inimigo a Igreja Católica e ameaça destruir a cidade do Vaticano inteira com uma nova arma muito poderosa, que fora roubada do centro de pesquisas da Suíça e agora encontra-se escondida em algum lugar na cidade sagrada. A partir daí, Landgon torna-se totalmente envolvido nas investigações e parte para Roma, onde ajuda os policiais a desvendarem muitos enigmas e mistérios escondidos em igrejas, criptas e catedrais que possam levar até o covil dos Iluminati.


Óbvio que esta é uma sinopse extremamente resumida. Até porque num livro que entre outras coisas preza pelo suspense, contar demais nunca é bom, pois pode estragar alguma eventual surpresa. Aliás, surpresas é o que não faltam em Anjos e Demônios. Várias vezes o autor conduz você a pensar em determinada coisa e depois traz uma reviravolta e mostra que nada era o que parecia ser. Isso acontece várias vezes e de variadas formas durante as mais de 400 páginas do livro. Porém essas viradas nem sempre são boas. Se algumas vezes elas realmente te surpreendem e te deixam boquiabertos, outras te deixam até um pouco irritado, pois parecem forçadas demais. Entretanto nada que comprometa o enredo ou a leitura.

Aliás, ler Anjos e Demônios é uma tarefa bastante simples. Dan Brown narra a história de forma bastante acessível e consegue prender a atenção do leitor do início ao fim. Não existem capítulos que não sejam interessantes. Além disso a dinâmica da narrativa é muito boa, apesar de ter muitos detalhes, a leitura nunca se torna monótona.
Mas o melhor ainda estar por vir, além de uma boa trama, o livro dá uma verdadeira aula de história e arte descrevendo obras e detalhes de artistas consagrados que construiriam monumentos na cidade de Roma. Mostrando que a ajuda da pintora e historiadora Blythe, mulher de Dan Brown, veio muito bem a calhar. O único pesar fica por conta da publicação não trazer nenhuma imagem ilustrativa, o que cairia muito bem à calhar, pois mesmo descrevendo satisfatoriamente as obras, seria muito interessante vê-las em fotos.

O livro ainda trata com inteligência de questões complexas como a existência de Deus, a batalha entre a fé e a ciência e até sobre a conciliação dessas duas vertentes de crença. Tudo debatido de forma magistral pelos personagens de diferentes pontos de vista. Anjos e Demônios consegue entreter, ensinar cultura e ainda coloca o leitor para pensar. Obrigatório.

 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 20h04
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Conto
Depois que parei de jogar RPG nunca mais usei minha falta do que fazer meus dotes para escrever contos. Porém agora resolvi voltar a fazer essa nobre façanha. O conto abaixo ainda não tem um nome (sou péssimo para isso). Então peço a ajuda de todas as boas almas que lêem esse blog para dar sugestões de títulos. A pessoa que ter seu título escolhido ganhará um pirulito daqueles que vem com um saquinho cheio de açúcar (ui... pirulito e saquinho... sinistro).

 

Leiam o conto, comentem, critiquem...

 

PS: A sugestão  que for dada pela minha amada vale mais que as  outras ;)
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Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 18h35
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