From Here To Eternity


Música:  Black Sabbath - Heaven and Hell (Castle Music/Abril Music, 1980)

 

 

Depois de mais de dez anos tendo Ozzy Osbourne como vocalista, a já legendária banda Black Sabbath resolveu mandar o "principe das trevas" para a sarjeta. O motivo alegado era de que ele se alcoolizava e ou se drogava em demasia antes dos shows, tornando suas apresentações ao vivo um verdadeiro fiasco. Mas quem poderia substituí-lo? A resposta foi um estadunidense baixinho, magricela e feio, que atende pelo nome de Ronnie James Dio, e tem uma das mais impressionantes vozes da historia do Rock Pesado . E que até então era conhecido por fazer parte da banda Rainbow formada pelo ex-Deep Purple Ritchie Blackmore.

 

Colocando a bolachinha para rodar, a abertura fica por conta da energética “Neon Knights”, que já mostra uma mudança brusca no som da banda. Pois agora eles soam muito mais Metal do que nunca. E nela Dio já mostra seu cartão de visitas e com seu altíssimo nível vocal, e ele é o grande destaque da canção. Na seqüência temos “Children of the Sea”, que alterna momentos mais suaves com outros nem tanto, mais ou menos como o Maiden fez anos mais tarde na “Revelations” do Piece of Mind. Uma das músicas mais bonitas da historia da banda. Grande interpretação de Ronnie James Dio.

 

O alto nível das composições se mantém em “Lady Evil”, que possui um refrão de fácil assimilação e que logo entra na cabeça do ouvinte. E na clássica faixa - titulo, com seu andamento cadenciado e levado por baixo e bateria, porém com um riff de guitarra fenomenal, e que só fica veloz nos minutos finais e é presença obrigatória em todos os shows da carreira solo do vocalista até hoje. Depois temos “Wishing Well, que apesar de ser muito boa, acaba passando meio despercebida em relação às outras.

 

A energia volta à tona com a sensacional “Die Young”. Uma verdadeira aula de como se deve tocar Heavy Metal e mais um show a parte do novo frontman. Finalizando ainda temos o hard rock correto de “Walk Away e por último “Loleny is the World, que tem um andamento mais lento e acaba ficando um pouco abaixo do nível do restante das músicas do álbum.

 

Com este álbum o Black Sabbath mostrou que ainda tinha muita lenha para queimar e que podia render tanto ou até ainda mais sem a presença de Ozzy. O fato é que neste CD a banda experimentou novos horizontes, caminhando mais para o lado da NWOBHM (New Wave of Bristhi Heavy Metal)que bandas até então novas estavam fazendo na época, como Iron Maiden, Saxon e Diamond Head. Talvez isso tenha acontecido por conta da presença de Ronnie James Dio, que participou ativamente do processo de composição das músicas ou até mesmo porque essas músicas nunca poderiam ser cantadas pelo vocal limitado de “Mr.Madman”. Sem falar na produção excelente do renomado Martin Birch, que conseguiu deixar todos instrumentos limpos e audíveis, mas sem perder o peso e a garra oitentista.

 

Um clássico absoluto que todo headbanger que se preze tem o dever de ter pelo menos já o ouvido uma vez na vida.

 

PS: Fãs do Ozzy podem me xingar a vontade...

 

OBS: Em breve esta resenha estará disponivel também no site Paradise Metal na seção "Clássicos".

 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 08h33
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