From Here To Eternity


Música: Vandroya – Within Shadows (DEMO EP) (Independente, 2005)

Oriunda da pequena cidade de Bariri, interior do estado de São Paulo, a banda Vandroya formada em 2001 e composta atualmente por Daísa Munhoz (Vocal), Marco Lambert (Guitarra), Rodolfo Pagotto (Guitarra), André Botton (Baixo), Denis Ciani (Bateria) e Kamila Fernandes (Teclado) já conta com certo renome no cenário underground da região, tendo se apresentado por diversas cidades (leia a resenha do show no Teatro Municipal de Jaú clicando AQUI ou clique AQUI e leia a resenha da apresentação no festival Rock Fest) e agora finalmente conseguiram, de forma independente, lançar sua primeira Demo. Demo essa que infelizmente só tem duas músicas, digo infelizmente porque o material apresentado aqui é de ótima qualidade!

 

O EP abre com a faixa-titulo Within Shadows, que tem varias mudanças de ritmo. Ela começa com uma introdução de guitarras bem maideniana, depois o teclado entra dando um acentuo prog à música até desembocar em um duelo fantástico e muito veloz entre as duas guitarras e finalmente a canção ganha corpo e segue com a bateria dando o ritmo veloz e o baixo garantindo o peso. Até que em dado momento o ritmo dá uma quebrada e caí num swingado baião, mostrando nítidas influencias de Angra, porém sem soar forçado ou uma mera cópia, para depois voltar a pancadaria. Com certeza uma excelente e empolgante música. Não há como não destacar a sensacional vocalista Daísa Munhoz que tem uma voz deveras agradável, porém com muito punch metálico, diferente do que estamos acostumados a ver hoje em dia, ela realmente canta como uma vocalista de metal e não como uma soprano deslocada. E ela consegue mandar muito bem tanto nas partes mais rápidas e altas como nas mais calmas.

 

A segunda e ultima música da demo é a bela Why Should We Say Goodbye. Uma balada na melhor escola Hard Rock e com algo tirado das músicas lentas escritas pelo Tobias Sammet, tanto no Edguy quanto no Avantasia, principalmente em algumas linhas do vocal. Belo refrão! Mais uma vez não posso deixar elogiar o trabalho da vocalista, que assim como os solos de guitarra são emocionantes nessa canção.

 

Vale dizer também que o trabalho da banda é bastante profissional, tanto no que diz respeito a arte gráfica, como também na produção que ficou em um nível bastante alto. Se a banda conseguir manter o alto nível das composições aqui apresentadas, em um futuro próximo se tornará uma das grandes bandas da cena metal nacional e quem sabe até mundial. Pois todos os músicos são extremamente competentes, e a dupla de guitarras e a vocalista são a cima da média, o que acaba sendo um bom diferencial para a banda. Quem venha logo o álbum completo!



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 17h24
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Música: Especial – Discografia Comentada: Blind Guardian_Parte 3

Tales From Twilight World (1990)

 

 

 

 

 

 Se até então a banda só havia lançados álbuns bons, porém nada a cima da média. A coisa mudaria com esse Tales From The Twilight World, que pode ser considerado o primeiro auge da carreira desses jovens alemães. A faixa de abertura é Traveler In Time, que já mostra um som mais melodioso do que antes, com mais coros e mais bases soladas de guitarra, o que viria a ser uma das maiores características da banda. A voz de Hansi Kursh também mostra uma evolução enorme, já começando a mostrar que seria um dos melhores vocalistas de metal. Na seqüência temos a veloz e clássica Welcome to Dying, com seu refrão matador. Seguindo a tradição dos álbuns anteriores, aqui também encontramos uma faixa instrumental, a boa Weird Dreams. A próxima é outro clássico absoluto da banda e também a primeira balada composta pelo grupo, que anos mais tarde passaria a ser especialista nesse tipo de som, sempre com andamento calmo e veia medieval. E nesse caso trata-se da maravilhosa Lord Of The Rings, que como o nome entrega tem sua letra baseada na obra mor do escritor J.R.R. Tolkien, “O Senhor dos Anéis”. Goodbye My Friend e Tommyknockers mantém o estilo dos dois primeiros CDs sendo rápidas e diretas. Enquanto que Lost In The Twiligth Hall e The Last Candle mostram esse novo (original e daqui para frente característico) estilo da banda, com guitarras “falantes”, muita melodia e velocidade. Sendo que a primeira conta mais uma vez com a participação especial do mestre Kai Hansen (ex-Helloween, Gamma Ray) nos vocais e tocando guitarra, além de possuir um refrão brilhante. Já a segunda, é na minha opinião uma das melhores músicas da banda, uma verdadeira obra-prima, com uma harmonia perfeita e muita energia, só ouvindo para saber como ela é fantástica. Completam o álbum, Altair 4, que apesar de curta (pouco mais de dois minutos) é muito boa com seu clima meio assustador e ótima linha vocal, e a uma versão ao vivo da música Run For The Night do primeiro CD. Resumindo, esse álbum é uma verdadeira obra de arte do Heavy Metal, aqui a banda começou a moldar seu estilo próprio de se fazer rock pesado com melodias intricadas e harmoniosas.

 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 10h07
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