From Here To Eternity


Música: Entrevista – “Reverendo” Marcelo Rossi (Exxótica)_Parte 1

 

 

Inaugurando a sessão de entrevistas, conversamos por e-mail (ainda não tenho nenhum gravador de áudio...) com o baixista-vocalista “Reverendo” Marcelo Rossi, que junto com Daniel Iasbeck (guitarra e vocal), Fábio Hoffman (guitarra) e Espectro (bateria) formam a banda de Hard Rock Exxótica. Que mistura apresentações teatrais a influencias musicais que vão de nomes como Twisted Sister e WASP até Titãs e Rita Lee. O grande diferencial da banda está no fato de cantarem em nossa língua, o português, pois são raros os grupos do estilo que adotam nosso idioma em suas músicas. Fato esse que gera muita discussão. Conversamos sobres estes e outros assuntos com o atencioso (mandei as perguntas e no dia seguinte já tinha as respostas) “Reverendo”, confira nossa conversa abaixo:  

 

Primeiramente para quem ainda não teve o prazer de conhecer o grupo, apresente o Exxótica. conte-nos um pouco sobre a historia da banda, desde a formação em 2000 até o atual momento.

 

A banda começou suas atividades no começo de 2001 e não parou até agora. Tivemos alguns vocalistas “estranhos” no comecinho, mas decidimos prosseguir comigo e com o Daniel (N.R.: Daniel Iasbeck, guitarrista) cantando. Já gravamos 4 CDs e estamos aí.

 

Qual o motivo da saída do guitarrista Boris "O louco" e como vocês chegaram até seu substituto Fabio Hoffman? E porque, depois de um período com apenas um guitarrista, vocês resolveram voltar a ser um quarteto?

 

O Boris tinha um trabalho que exigia cada vez mais atenção dele e a banda já não era mais “prioridade”.

 

Musicalmente quais as maiores influencias da banda, tanto nacionais quanto internacionais?

 

Bom, influências internacionais: Kiss, W.A.S.P., Alice Cooper, Twisted Sister e muitas outras coisas legais. Já nacionais, o Daniel gosta muito de Titãs e eu prefiro Rita Lee, Rádio Taxo, Barão Vermelho...

 

As pinturas que os integrantes da banda usam no rosto tem algum significado especial ou servem apenas para causar um impacto visual?

 

Sim, elas têm algum significado. Mas não acho que criam  impacto, é uma coisa mais comum. Porém servem para completar o nosso visual, deixa-lo mais “forte”, mais “personalizado”.

 

De onde veio a idéia para o personagem do baterista Espectro? Vocês pretendem revelar sua identidade um dia?

 

A idéia toda foi dele mesmo, talvez algum dia ele se revele. Ah! Ah!



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 11h04
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Música: Entrevista – “Reverendo” Marcelo Rossi (Exxótica)_Parte 2

 

Que momento você julga como sendo o mais importante da carreira do Exxótica até a presente data?

 

O momento mais importante foi sem dúvida a entrega do disco de ouro, pelo CD “Capitulo II”.

 

Sempre que ouvimos falar em Exxótica, ouvimos sobre os elementos teatrais utilizados pela banda. Como aqui em Jaú ainda não tivemos o privilegio de termos um show do grupo, conte-nos um pouco sobre a performance da banda em cima do palco. Além da maquiagem e do vestuário, quais outros elementos teatrais são utilizados? 

 

Bom, sempre que possível usamos o nosso cenário completo, que parece um castelo. Ah! Ah! Comumente não dá certo por conta da estrutura das casas onde tocamos. Fora a nossa agitação no palco, os movimentos em cima do palco, etc... Também levo um “serpente gigante” pro palco, etc... Inclusive fomos indicados na categoria de “Melhor Show” no premio Dynamite, concorremos com Titãs e Charlie Brown Jr.

 

Você toca em uma banda cover do Kiss, a Dr. Love, e tem um vocal bastante semelhante ao de Gene Simons. Você teme este tipo de comparação? De que a banda carregue o estigma de Kiss brasileiro, até mesmo pelas maquiagens e pela formação, onde o baixista e guitarrista cantam, pela música em si, que tem bastante influencia da banda gringa, enfim, isso te preocupa de alguma maneira?

 

Olha, a Dr. Love está parada, mas discordo que o meu vocal seja bastante semelhante ao do Gene Simons. Ah! Ah! No Dr. Love eu “forçava” pra ficar mais parecido... Mas não me preocupa o fato dessas comparações. Até porque se você parar pra ouvir com muita atenção, o nosso som é muito mais complexo que o do Kiss. Vide as viradas de bateria, as linhas de baixo e os próprios riffs e a harmonia das guitarras. O nosso Rock n Roll é diferente do Rock do Kiss, além de cantarmos em português.

 

No início da carreira, a banda tocava alguns covers de grupos como Alice Cooper, Kiss e Beatles, vocês continuam fazendo isso ou tocam apenas músicas próprias? Vocês tem pretensão de lançar um álbum de covers? Se a resposta for afirmativa, que músicas tem em mente para este futuro lançamento?

 

Ainda tocamos algumas covers nos shows de vez em quando. E já pensamos sim num álbum de covers, mas a idéia ainda não foi adiante...

 

Você acredita ser viável atualmente manter-se no cenário das bandas independentes? Quais os prós e contras disso?

 

O cenário está difícil. Com esta crise, a garotada não está tendo grana pra ir aos shows, vejo centenas de pessoas reclamando disso. A vantagem de ser independente está no “controle” de sua obra e a desvantagem fica na divulgação. Todos os meios de comunicação estão “comprometidos” com as grandes corporações, não cedem espaço aos pequenos. Estava na hora do público dar um basta nisso e começarem a desligar as TVs, principalmente aos domingos...

 

Como surgiu a idéia de lançar os álbuns da banda em formato CD-R com embalagem de papelão ao invés dos tradicionais CDs em caixinhas de plástico? Com certeza os custos foram bem reduzidos. Você não acha que isso pode deixar o trabalho da banda com um ar de amador para aqueles que não a conhecem?

 

Mas lançamos os CDs tradicionais também. E também uma edição encartada com a revista MP3 Magazine, mais de 50 mil cópias distribuídas em  bancas. Os CDs foram feitos pra serem vendidos nos shows. Agora, a prensagem oficial do III e IV (N.R.: álbuns Capitulo III e Capitulo IV) está atrasada porque tínhamos um contrato com a revista em que precisava sair primeiro nas bancas. Mais alguns dias e teremos III e IV prensados. Sobre esse “ar de amador”, isso não existe, pois a “musica”, a qualidade de gravação é a mesma, somente mudamos as embalagens por conta do poder aquisitivo de cada um. Não queremos que o cara que curta nosso som não possa comprar o CD por falta de grana.



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 11h01
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Música: Entrevista – “Reverendo” Marcelo Rossi (Exxótica)_Parte 3

 

Que conselho você daria para as bandas que estão iniciando suas carreiras agora?

 

Mudem de idéia “urgente”! Com essa onda de música fácil e MP3 os artistas estão cada vez mais desvalorizados. As pessoas perderam o respeito pelos músicos e copiam tudo na “cara larga”. Tem gente que nos manda e-mails perguntando onde poderiam encontrar a discografia inteira pra baixar, perderam, além de tudo, a vergonha na cara! Colocamos uma “coletânea” pra ser baixada, pra fazer download, porém tem gente que quer baixar a discografia inteira... Triste!

 

Apesar das letras encaixarem-se muito bem nas músicas. É certo que existe algum preconceito contra bandas de rock pesado que cantam em português, e vocês já devem estar cansados de falarem sobre isso. Mas vocês não acham que este fato restringe um pouco a visibilidade do grupo, visto que se cantassem em inglês poderiam conseguir sucesso em uma possível carreira internacional? Além disso, vocês não se vêem prejudicados relegados a um nicho em que o som da banda é pesado demais para os tradicionais ouvintes de rock nacional? Qual sua opinião a respeito disso?

 

Carreira internacional é pra sonhadores, nos temos os pés bem fixos no chão. E além disso o nosso som nem é tão pesado assim. As pessoas que gostam do rock brasileiro não estão nessa “viagem” tipo “isso é pesado”, “isso não é”, elas querem ouvir um som legal e curtir.

 

As letras das músicas  de vocês são realmente muito boas, de onde vem a inspiração para escreve-las?

 

De nossas vidas e experiências pessoais.

 

Quais músicas causam maior impacto nas apresentações ao vivo?

 

Eu gosto da “Python Regius”, mas creio que muitas funcionam bem ao vivo.

 

Reverendo, qual sua opinião sobre o atual cenário "Rock n Roll" nacional? Você acha que ainda temos boas bandas ou o rock nacional está passando por um momento ruim?

 

O momento é muito ruim, por conta do público não saber escolher. Os garotos caem no conto da “grande revelação” a todo instante. Eles precisam amadurecer e ver quem realmente tem valor, quais bandas contribuem e quais as oportunistas.

 

Na música Estranhos no Ninho, do álbum de estréia, a letra diz que vocês são estranhos no ninho dentro do cenário do POP nacional. Porque vocês pensam dessa maneira? E mesmo agora, com quatro álbuns lançados, vocês continuam com este sentimento?

 

Pensávamos desta maneira porque os artistas nacionais só querem fazer o que está na “moda”.Ninguém se preocupa em fazer um trampo de qualidade, só querem a moda, o hype, o que está no “centro das atenções”. Continuamos com o compromisso de fazer o que sabemos ser bem feito, ainda que não estejamos na moda. Quem sabe algum dia as pessoas vejam que existe musica muito boa fora da Globo e do SBT.

 

O que podemos esperar do Exxótica neste ano de 2007, quais são os planos da banda?

 

Lançaremos mais um DVD “Em Ação” (N.R.: o primeiro foi “Ao Vivo, ao Morto e a Cores!”), e talvez o nosso primeiro “Ao Vivo” que deverá ser gravado no Centro Cultural em Sampa, em Junho.

 

Muito obrigado pela entrevista e espero que em breve a banda se apresente aqui na cidade de Jaú ou na região. Agora o espaço é seu para deixar um recado para os fãs da banda e leitores do FHTE, sinta-se a vontade caso queira acrescentar algo.

 

A melhor música que você pode ouvir estar “fora da mídia”, porque a mídia está comprometida com a porcaria e o mau gosto. E nunca desistam de fazer algo em que vocês acreditam, ainda que fazer isto comprometa o “teu bolso”. Um dia chega a sua hora. Abraço a todos!



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 10h58
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FROM HERE TO ETERNITY COMPLETA 2 ANOS!!!

 

Eis que chegamos ao nosso segundo ano, completados este mês. Neste período tivemos mais de 4600 acessos e 380 comentários. Pouco, eu sei. Mas entendo, o blog não tem divulgação alguma e as coisas que aqui escrevo nem sempre são de interesse da massa. Mas isso não vem ao caso. Agradeço a cada um de vocês que visitaram esta pagina, leram, comentaram. Valeu mesmo!

 

Neste ano que passou, pela primeira vez fui “reconhecido na rua”, principalmente por causa da matéria sobre o popular e “sagrado” Futiba, onde fui cumprimentado pessoalmente pelo texto. Recentemente inclusive, consegui entrar para a equipe de colunistas do site Vejaú, que tem certa fama aqui na cidade. Consegui pela primeira vez trazer uma crítica de filme em primeira mão para os jauenses, pois fui até Bauru ver Rocky Balboa. Ah, também fiquei meio “viciado” no seriado Lost...

 

E para comemorarmos o aniversário do FHTE, nada melhor do que publicarmos algo que até então ainda não tínhamos publicado. Já colocamos no ar, resenhas (muitas delas), tanto de música como de cinema, matéria sobre futebol profissional, sobre peleja de fim de semana, publicamos matérias especiais sobre shows de rock, criamos uma tese sobre a decadência do chamado Heavy Metal Melódico entre muitas outras coisas. Porém as entrevistas, que são uma das coisas mais comuns em veículos de comunicação, ainda não deram as caras por aqui.  Não deram as caras até agora, pois hoje isso vai mudar, publicaremos a primeira de muitas entrevistas que ainda virão pela frente. Desta feita conversamos com a banda de Hard Rock Exxótica, mas precisamente com seu baixista e vocalista “Reverendo” Marcelo Rossi. 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 10h55
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