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A Moda da Música e A Musica da Moda_Parte 1 (Jornal Fato 3° Ed. – Coluna Sétima Arte) Na primeira edição deste jornal (e também desta coluna) escrevi sobre o cenário da música independente e como ele é importante para os músicos que querem fazer seu som sem se preocupar com modas ou tendências. Dessa vez vamos falar justamente do contrário. Ou melhor, vamos falar dessas modas que assombram o mercado fonográfico, as rádios e os canais de TV. Desde que o mundo é mundo sempre tivemos modas, sejam elas na maneira de se vestir ou de como se comportar. E claro, neste nicho também tem as modas do que ouvir. Geralmente estas modas são ditadas pela indústria e pela mídia. Sendo que a primeira manipula a segunda para que seus artistas estejam em evidencia e assim possam vender seus discos. Tudo bem se pensarmos que isso é um estratégia de marketing, de forma que as gravadoras estão pagando às emissoras para exibirem seus produtos. O problema é que muitas vezes somos obrigados a engolir essas músicas, que muitas vezes são de qualidade duvidosa. Sem contar o fato de que a cada ano esses “artistas-produtos” são trocados em virtude do público estar perdendo o interesse naquele estilo que já está ficando “ultrapassado”. Então as grandes empresas do ramo logo se encarregam de acharem outra moda, outra banda, outro estilo. E isto vem de muitos anos atrás. Talvez o primeiro grande achado da mídia tenha sido o rei do Rock, o lendário Elvis Presley. A moda, então, era o Rock N Roll. Estilo que acabara de nascer na década de 50. Era um ritmo dançante, quase como uma mistura de country music e rhythm & blues. Esta nova forma de fazer musica ganhou muitos adeptos ao redor do mundo. Essa talvez tenha sido a primeira moda da música impulsionada fortemente pela mídia.

Depois tivemos os Beatles na década de 60 que fizeram a cabeça e a alegria de toda uma geração. E parece que hoje, mais de 40 anos depois, a moda criada por eles está voltando. Muitas novas bandas, principalmente as britânicas, estão fazendo um som parecido com o tocado por eles décadas atrás. E não apenas música, mas a maneira de se vestir, com ternos e cabelos que não são nem compridos e nem curtos também estão de volta nesses grupos. Nos anos 70 o que estava na crista da onda, além dos Beatles que ainda continuavam firmes e fortes, eram dois estilos bastante distintos. O viajado Rock Progressivo de formações como Yes, Pink Floyd e Mutantes e a dançante Disco Music de nomes como Bee Gees, Village People e ABBA. 
Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 09h09
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A Moda da Música e A Musica da Moda_Parte 2 (Jornal Fato 3° Ed. – Coluna Sétima Arte)
Na década seguinte com o surgimento da MTV estadunidense os jovens ficaram ainda mais vulneráveis a se comportar e escutar o que lhes eram impostos pela mídia. Nessa época o que estava no topo era o Hard Rock, principalmente o californiano. Bandas como Skid Row, Poison e Guns n Roses eram consideradas gigantes. Quase impossível que alguma garota que tenha vivido os anos 80 não tenha tido algum dia um pôster do Bon Jovi no quarto. Nessa época havia também o POP de grandes astros como Madonna e Michael Jackson. 
Em 90 com a popularização ainda maior da MTV ao redor do mundo e com a ajuda das superproduções de vídeos-clipe muitos ídolos teen começam a surgir. Sendo que os dois maiores exemplos são os Backstreet Boys, Britney Spears e as Spice Girls. Ganhava força também o chamado grunge de bandas como Nirvana, Pearl Jam e Alice in Chains. 
Na virada do milênio, obviamente também tivemos as novas modas. Dessa vez o Hip Hop estadunidense ganha o mundo. As cantoras POP cada vez mais começam a usar seus corpos para vender discos. E no campo do Rock surge o New Metal (mistura de rock e rap) de grupos como Linkin Park e Limp Bizkit que fez muito sucesso, mas que hoje já parece esquecido. E um pouco depois o Emocore sai do underground para ganhar o mainstream através de grupos como My Chemical Romance, Simple Plain e Good Charlotte. 
Como vimos, estas modas sempre são passageiras. Pois sempre uma nova moda será criada, provavelmente com a intenção de aumentar as vendas, não só de CDs e DVDs, mas também de roupas e por que não dizer, de idéias. Essas modas musicais sempre são acompanhadas de estilos de roupas e maneiras de se comportar. Independente disso, algumas vezes estas novas apostas das gravadoras possuem qualidade e vão continuar sobrevivendo mesmo depois que a onda passar. Em outros casos vão ser completamente esquecidas. Por isso vale não se apegar muito a elas e escutar aquilo que lhe agrada, não se importando se esta ou não na mídia. Até porque tem muita coisa boa fora do mainstream. Mas deixemos isso pra outra oportunidade. Seja você mesmo e até a próxima edição.
Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 08h57
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