From Here To Eternity


Oho Very Nice: Memórias de um Churrasco_Parte 1

 

 

Sete de Setembro, dia da Independência de nosso país. Feriado nacional. Dia de bater uma bolinha com pessoal do Futiba (que serviu de treino pro jogo de domingo) e dia de fazer churrasco com a galera da faculdade!

 

Churrasco para comemorar a independência? Não, só se fosse a independência do C.A. de nosso Curso. Mas como ainda não conseguimos isso, comemoramos o simples fato de ser um belíssimo feriado de sexta-feira!

 

Por volta de meio-dia e meia, já me encontrava parado em frente ao supermercado Ometto, que era onde a galera tinha marcado para se encontrar e comprar as coisas antes de partir para o sítio do poeta Glauco Gomes. O primeiro a chegar foi o Murilo que veio caminhando no horizonte. Depois sem demorar muito, chegaram Gaby Mourinha, Murilão, vulgo Murilo da Arkus ou Murilo Outro; Lilian, mais conhecida como Loira, e o próprio Glauco. Ainda faltavam algumas pessoas, mas já estávamos em número suficiente para adentrar ao mercado e comprar tudo que fosse necessário. E de fato compramos tudo, carne, refrigerante, suco de caixinha, vodka, tomate, cebola e  frango (por favor, não pergunte onde enfiar o frango). Só faltava a cerveja,  que deixamos para comprar em outro lugar, para pegar já gelada. Péssima idéia. Pois para pegar a cerveja, precisávamos esperar um elemento conhecido como “Drets” chegar com o engradado. E isso demorou, mas demorou, mas demorou... Quando o cara chegou, já estávamos praticamente derretidos pelo sol... E o cara do S.O.S. Cerveja já não agüentava mais olhar para nossa cara. Mas ele não tem do que reclamar, afinal compramos dele uma caixa completa com um misto de Bohemia e Original (convenhamos que nem ele e nem ninguém tinha o direito de reclamar de nada, o cara encheu o bolso e em nosso churrasco seria regado a cerva da melhor qualidade). Nesse meio tempo, chegaram também Ximenez e Rafael do Rio, que ficou conhecido também como Noiva, dado o tempo que demorou para se aprontar para vir...

 

Depois de passar na padaria pegar os pãezinhos finalmente pegamos a estrada e chegamos ao sítio. Não demorou para que as primeiras garrafas fossem abertas e a carne fosse posta para assar. Também não demorou para que sentíssemos falta de uma garota mais prendada para preparar o vinagrete. Que na falta dela ficou por conta do Murilão. Os mais corajosos (ou esfomeados) que encaram o vinagrete dele, viram que ele num é tão mau assim na arte de picar tomates e cebolas, pois o negocio até que estava bem comestível.

 

Em churrasco não pode faltar música. Então Ximenez logo tratou de usar seu carro como rádio e abriu o porta-malas para expor seus potentes falantes. A música Dreams dos estadunidenses do Van Halen foi ouvida pela primeira vez durante a tarde, digo primeira vez porque colocaram ela muitas outras vezes nesse churrasco, ainda bem que eu gosto pra caramba dela, senão teria sido tedioso. Mas será que tem alguém que não gosta dela?

 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 20h15
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Oho Very Nice: Memórias de um Churrasco_Parte 2

 

Amanda e Ana Paula, que na verdade são a mesma pessoa em corpos diferentes, também deram as caras por lá. Logo após elas chegarem, resolvemos ir para o segundo ambiente. O primeiro, onde estávamos até agora, era onde fica a churrasqueira, junto com a casa. O segundo, para onde fomos, era logo ao lado, mais próximo as árvores. Nesse local, por algum motivo desconhecido, resolveram colocar uns funk, daqueles pancadão, no rádio. Não sei quem foi o gênio que teve essa idéia, só sei que não foi muito boa... De qualquer forma, tinha quem gostasse. Pelo, menos, Mourinha e do Rio dançaram, cantaram e se divertiram com o som.  Aliás, isso daria uma bela dupla funk, imagine MC Mourinha e MC do Rio, seria sucesso com certeza.

 

Enquanto rolava o batidão, bebíamos nossas bebidas (nossa, isso foi profundo, beber as bebidas) e jogávamos conversa fora. Algo muito estranho aconteceu, algo digno de Arquivo X. De repente, e não mais que de repente, ouve-se dentro da casa um estrondo, algumas risadas e logo em seguida, um monte de pedrinhas de gelo são arremessadas pela porta da casa. Mas um monte mesmo! O chão ficou forrado de pequenos fragmentos de gelo. O caso que tinha ares de sobrenatural foi desvendado rapidamente, antes que todos entrassem em pânico. Tudo não passava de mais uma quebradeira de gelo estilo Rocky Balboa, dessa vez, se não me engano, proporcionada por Ximenez e Glauco. Mas isso não foi nada estranho perto do que aconteceu com Drets horas mais tarde, porém isso só será devidamente comentado mais abaixo.

 

Era hora de mudar novamente de ambiente. Dessa vez fomos para o gramado. Ah, nada como ficar sentado na grama, ouvir um som, dar risada com os amigos. Mesmo que depois eu tenha me arrependido muito de ter ficado na grama, os borrachudos e as formigas destruíram minhas pernas. Malditos bichos escrotos! O glorioso Teachá, nosso eterno professor de Inglês, deu as caras e ainda trouxe uma sukita para beber. A Ingrid também apareceu por lá acompanhada de seu namorado de nome impronunciável. Mas foi nesse ambiente, cheio de gente e de borrachudos, que aconteceu algumas das coisas mais bizarras do dia (ou do ano, talvez). Do Rio e Amanda fizeram quase que uma simulação hilária de como fabricar uma criança (que pode ser conferida em uma das fotos lá em baixo no final do texto). Porém, a galera estava inspirada e algo ainda mais dantesco foi feito um pouco depois. No rádio começou a rolar Carla do L.S. Jack, até aí tudo bem. Entretanto, Glauco Gomes, Gaby Mourinha e Rafael do Rio (sempre ele) começaram a fazer um videoclipe. GG cantava a música e fazia caras e bocas, enquanto os outros dois dançavam e faziam backing vocal ao fundo. Lógico, com muitas outras pessoas fazendo “dança do siri” por trás da câmera, com direito até ao insano do Ximenez passando no meio do vídeo chutando o ar como se tivesse em uma roda hardcore. Com certeza uma das coisas mais sinistras que já vi na vida. E o pior é que isso está registrado em vídeo. Aliás, ô seus viados, me passem essa porcaria de vídeo que ainda não me mandaram!

 

O tempo foi passando. O dia começava a se tornar noite. O pessoal começou a ir embora. Os primeiros jogos de truco tiveram início. No som do Xima começou a rolar uns Bon Jovi, que sempre trazem lembranças que não queríamos ter. Rolou até um papo filosófico entre eu e o Poeta sobre isso. Após tanta coisa, a galera que se manteve lá até agora, já estava ficando cansada, quase entediada. Não tinha mais sobrado quase ninguém a essa altura. Apenas eu, Glauco, Drets, do Rio, Ximenez, Loira, Gaby e Teachá. Então a idéia era tentar trazer mais gente pra festa. Até porque, logo mais pessoas iam ir embora e o churrasco ia acabar acabando (nossa, isso também foi profundo, acabar acabando). Após alguns telefonemas, Glauco, do Rio e Xima saem para tentar encontrar mais voluntários para dar continuidade.

Antes que retornassem. Teachá, Loira e Gaby também tiveram que deixar a festa e nos abandonaram. E ainda não foi dessa vez que a Gaby me ensinou a jogar poker...



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 20h03
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Oho Very Nice: Memórias de um Churrasco_Parte 3

 

Pouco depois, Glauco retorna acompanhado de sua amiga Pathy, um belíssimo exemplar da beleza celta com seus cabelos verdadeiramente ruivos. Então demos início grandes partidas de truco jogado em duplas. E modéstia à parte, eu e minha parceira irlandesa vencemos a maioria delas. Mas nós quatro não proporcionamos apenas grandes partidas de truco, mas também  grandes papos filosóficos sobre várias coisas, pena que não me lembro muito bem o que foi dito, mas tenho certeza que dava para escrever um bom livro.

 

A cerveja estava no fim, a carne idem. Glauco e Pathy nos abandonam por alguns instantes e vão conversar na varanda.  Então Drets, que também é ficou conhecido como “Piquininho”, pega seu violão e começa literalmente a brincar com ele. Visto que ele ainda estava no início de seus estudos musicais e não sabia tocar praticamente nada. Lembra quando eu falei que haviam acontecido coisas muito estranhas com ele? Foi aí que elas começaram. O cara teve um surto de loucura, pegou o violão, a garrafa de vodka que havia sobrado e adentrou na mata. O que leva alguém a se enfiar no meio do mato, a noite sozinho, com uma garrafa e um violão e sem saber tocar ainda por cima? O cara deve ter ido tocar para o Saci e beber junto com a Cuca e o Boitatá, não é possível. O Piquininho ficou louco.

 

Foi a mesma coisa que o Murilão falou quando ele retornou e ficou sabendo da história: “o Piquinho ficou louco!”. E muito prestativo e camarada foi atrás do Drets na mata e logo voltou com ele. Acho que o Piquininho havia mesmo entrado em total estado de insanidade, pois ele começou a ouvir barulhos estranhos. Um som de piano muito sinistro. Possivelmente mais um caso para o Padre Quevedo (esse sim, o Padre) desvendar. Mas nem precisou, o próprio Drets chegou a conclusão do que era aquilo: “Tem espírito aqui”, ele disse. Seria legal se vocês leitores, imaginassem a música do Arquivo X nesse momento. Mais assustador que isso só a dupla de “K” do além ou o Gato Mestre da Alice, é sério aquele gato me dá calafrios, principalmente quando ele aparece na lua... Voltando ao sítio, na verdade o som de piano era mesmo de piano, mas estava sendo tocado no radinho que estava na cozinha e não por alguma alma zombeteira.

 

Após alguns minutos, Ximenez também volta ao sítio. Dessa vez acompanhado de Ótavio (ou seria Douglas!?), Laura e mais um litro de vodka. Logo Murilão foi embora de novo. Acho que ele tinha voltado só para tirar o Drets do mato...

 

Então era chegada à hora de voltarmos ao jogo de truco. Depois de tudo, Drets foi dormir na grama. Sendo assim estávamos em seis pessoas acordadas. Nesse caso, o negócio foi jogar em seis pessoas mesmo. Mas a Laurinha não sabia jogar muito bem, não conseguia guardar a ordem de valia das cartas. Porém, isso não seria problema, ela genialmente tinha uma foto no celular com as cartas na ordem. Sensacional! O problema era que ela ainda precisava de uma ajudinha para saber que carta jogar em determinados momentos. Até aí tudo bem, o problema é que pessoa que ela escolheu para ajudá-la era o Xima, que convenhamos também não manja muito bem deste divertido jogo de cartas. Mas tudo bem, ninguém estava contando os tentos mesmo. O jogo só estava servindo para deixar a galera reunida na mesa falando besteira e dando risada.

 

Enquanto jogávamos, a última garrafa de cerveja, que por sinal estava congelada, acabou. Mas ainda tínhamos uma última garrafa de vodka e refrigerante suficiente para misturar com ela. Mas ela infelizmente não durou muito tempo. E não é porque nós somos pingaiadas não. É muito pior do que isso. Ela não durou muito tempo porque o Sr. Ximenez (The Glass Enemy) conseguiu fazer a façanha de derrubar ela no chão e acabar com todas as nossas esperanças. Foi uma cena trágica que praticamente colocou fim ao churrasco. É de cortar o coração...

 

Ao fim do churrasco todos rumaram para suas casas (ou não). Eu cheguei em casa parecendo um mendigo, com a perna cheia de picadas daquelas malditos bichos que ficam na grama esperando um idiota de shorts sentar para fazer a festa e os pés cheios de barro (o idiota tava de chinelo também). Mas o pior foi chegar em casa, quatro horas da manhã, e me deparar com a luz da sala acesa e meus pais acordados e preocupados. Como meu celular não pegava lá no sítio, não consegui ligar pra avisar que ia demorar. Minha mãe me deu bronca, achou que eu tivesse tido coma alcoólico. Vê se pode...

 

Agora é esperar os próximos churrascos e festas. A turma do Futiba ta preparando um faz tempo, mas até agora nada. Mas quando der certo vai ser “o bixo”, segundo o capitão vai ter bastante groselha Milani e Tubaína Funada...

 

 

 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 20h01
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Oho Very Nice: Memórias de um Churrasco_Fotos

 

Abaixo algumas fotos do que foi esse churrascquinho... Era pra ter mais, porém os boiolas detentores das câmeras presentes neste dia estão com preguiça de me mandar as porcarias das outras imagens! Hahaha

 

 

 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 19h59
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Música: Symphony X – Paradise Lost (Hellion, 2007)

 

 

Pois é pessoal, 5 anos se passaram desde o último CD, o fenomenal The Odyssey (2002), que confirmava a tendência do Symphony X  em inovar aqui e ali em sua sonoridade, sempre passando a limpo e reinventando seu estilo único, que se tornou ícone dentro do chamado prog metal. Com olhar atento podemos facilmente notar a escalada da banda desde seu primeiro trabalho.  O nível é mantido elevado, e a evolução é palpável. Com Paradise Lost não é diferente.

 

Homônimo ao épico escrito pelo inglês John Milton lançado em 1667, Paradise Lost, em linhas gerais, segue a tendência do álbum de 2002. Há maior peso em relação aos álbuns anteriores, embora o que eu tenha ouvido nos últimos dias fosse assustador ( para quem viu as fotos do Michael Romeo  no estúdio  em 2006 e notou sua perda de peso, agora já pode teorizar sobre o rumo de toda aquela massa). Nota-se que todo esse peso é lastreado numa nova timbragem dos instrumentos. Os riffs de sua guitarra não são menos que matadores, altamente influenciados pelo thrash metal. Os solos mostram a ótima forma do guitarrista, e mais uma vez justificam seu lugar no alto escalão do instrumento. O som de batera deve ser o melhor de todos os álbuns: clara, pesada, com destaques para o som de caixa, bem mais orgânica em relação ao captado no The Odissey, e o impressionante som dos chinas (para os amantes da bateria, notem os chinas na faixa de introdução). Os teclados, além dos sons tradicionais, vêm com orquestrações mais presentes. Estas preenchem as músicas com maestria, conferindo às faixas, junto com os belos corais, uma incontestável atmosfera épica e etérea. Liderando essa porrada toda, temos um Russel Allen muito mais agressivo que o de costume, abusando dos drives e deixando de lado sua face lírica em grande parte do álbum. Muitos o compararam a um ogro vociferante. Bem, os agraciados que o viram em ação ao vivo devem concordar com o título.

 

Paradise Lost começa em grande estilo com a belíssima Ocullus Ex Inferni, que em vários aspectos me lembrou as partes orquestradas da The Odyssey marcadas por tempos quebrados, acentuados pela bateria. Destaque para a orquestra e corais, belos e envolventes, que apenas aumentam a expectativa pelo que virá.

 

Set The World On Fire (The Lie Of Lies) vem em seguida com sua intro crescente em peso, culminante no assustador harmônico de Romeo, seguido de doses cavalares de peso da linha de batera magistral do pequeno gigante Jason Rullo. A música segue pesada até o cativante refrão, passando por solos virtuosos e belos de Romeo e Pinella. Ótima como primeira musica, ao lado de Inferno e Of Sins And Shadows.

 

Domination se apresenta com uma intro no melhor estilo “soco no pâncreas”. Nesta aqui Michael Lepond se revela numa linha de baixo que lembra a de Sea Of Lies, seguida por porrada e mais porrada de guitarra e bateria, seguindo à risca a linha thrash de que já falamos. Prato cheio para rodinhas punks nos shows. Cadenciada e pesada do início ao fim, com direito a alguns trechos ligeiramente hipnóticos e refrão facilmente decorável. Ótima música.

 

Em Serpent´s Kiss a batera abre incisiva com uma frase no estilo In The Dragon´s Den, seguida por uma guitarra cortante. Nesta faixa, finalmente temos tempo para respirar. Não, a música não deixa de ser pesada, mas nela são alternados breves momentos de relativa calma a outros de extremo nervosismo. Destaque para a passagem orquestra/coral, que serve de base para a segunda parte do solo. Eu diria que trata-se de uma música venenosa se não corresse o risco de ser linchado pelo trocadilho infame.

 

A faixa título do álbum, Paradise Lost, foi considerada uma das mais belas compostas pela banda. Belas linhas de piano e violão em conjunto (estou certo? O que ouvi foi mesmo um violão?). Aqui Russel mata a saudade dos tempos líricos de sua voz. Bela, melódica e acessível.

 

Eve Of Seduction é uma faixa particularmente interessante pela sua introdução. Suas linhas de guitarra podem causar certa estranheza naqueles que sempre consideravam o estilo do SX imutável. Me pergunto se a banda dos três “Michaels” não apresenta com ela uma dica de possíveis caminhos a serem trilhados nos próximos CDs. Pouco menos pesada que as demais, flui com mais facilidade. Boa composição.

 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 18h35
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Música: Symphony X – Paradise Lost (Hellion, 2007)_Parte 2

 

Voltando ao peso imensurável e cadenciado temos a The Walls Of  Babylon, segunda faixa mais longa do disco. Guitarra dilacerante, passagens velozes com  pedal duplo, atmosfera oriental. Independentemente do conceito desta musica, os corais me lembraram muito um grito de guerra no estilo 300. Destaque para as frases criativas de Rullo durante os refrões.

 

Aqui está uma das musicas que mais me chamou a atenção no CD. O começo segue o estilo de Damnation Game, e parte para uma musica veloz e incrivelmente pesada apesar disso. Seven conta com performance avassaladora de Romeo, Rullo e Allen vociferando triunfal. Destaque para o que associei também á uma canção de guerra entoada por numeroso exército. No meio da música, guitarra e bateria compondo um poderoso groove acompanham o coral. Candidata ao top 10 do SX( lembremos do grande número de clássicos da banda de Jersey, a décima colocação já é ótima, convenhamos...).

 

The Sacrifice resiste ao rótulo de balada, e mostra-se, como todo o resto do CD, bem pesada, cadenciada , ainda que um pouco mais melódica. Destaque para as passagens de união entre piano e instrumentos de corda (perdoe-me a ignorância, mas não diria que é bem um violão), e no final (aí sim, tenho certeza!) vemos Michael Romeo no violão para finalizar, algo lento e belo, com pequenos deslizes de virtuose ao estilo Yamandú Costa.

 

 Revelation (Divus Pennae Ex Tragoedia), a mais longa do CD, a segunda em que são notadas linhas diversas dos padrões da banda. Desta vez temos a presença de guitarras em terça, o que me lembrou muito algo do power ou melódico, que usam e abusam desse tipo de sonoridade. Outro traço destacável e fora do padrão é o refrão pitorescamente ritmado (seria uma valsa do demo?). Revelation brinda-nos com uma coletânea de todos os fatores que fizeram do SX a banda que é hoje. O emocionante final da faixa retoma o belo tema de Ocullus Ex Inferni e, para a surpresa de muitos, remete-nos a um breve momento nostalgia com uma bela passagem de Divine Wings Of Tragedy (sim, agora o termo em latim que nomeia a música faz sentido!), adornada por vozes angelicais ao fundo. Mostra a primazia da banda em músicas longas, que fazem 10 minutos parecerem apenas 3. Bela, pesada, melódica, nostálgica, fecha o CD com chave de ouro.

 

Os 5 anos de espera valeram a pena. O Symphony X mais uma vez mostrou sua genialidade aliando peso, velocidade, virtuosismo, técnica, musicalidade, melodia entre inumeráveis fatores que, ao ouvirmos numa música pela primeira vez, nos fazem pular de susto, nos emocionar quem sabe, muitas vezes gritar para o nada “que porra é essa?!?!” enquanto socamos o objeto mais próximo (mantenha as crianças  e bichinhos afastados), e manter o entusiasmo nas outras “n” vezes em que as colocamos para tocar. Sim, eles estão vivos...

                         

 

             

               

Este texto foi escrito por Otávio Nuñez, baterista da banda Vandroya e aspirante a comunicador. Iniciado no metal em 2002, com bandas como Angra e Symphony X, e fã incondicional destas, este pede desculpas: não pode ser menos tendencioso ao escrever essa resenha.

Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 18h31
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