From Here To Eternity


Música: Shows – Pitty (General Bar, Jaú - 06/10/07)_Parte 1

 

 

Dia 6 de Outubro de 2007. O dia dos “acontecimentos” aqui na velha cidade de Jaú. O pessoal do Humor de Quinta faria apresentação única no Teatro Municipal. O músico Ratto (que infelizmente não é aquele de massinha azul que cantava a música do banho no Castelo Ra-tim-bum) faria sua apresentação na danceteria Lolla. A rockeira baiana Pitty e sua banda voltam à cidade para se apresentar no General Bar. E no AERO, teríamos um fantástico cover do grupo Bee Gees. Resumindo, nunca tem nada na cidade e quando tem, tem tudo de uma vez...  O jeito era escolher uma das opções. E minha veia rock n roll me levou até o General para conferir a Srta. Pitty.

 

Cheguei por lá, mais ou menos, umas 23h30min. Uma pequena fila já estava formada na frente da casa e iam entrando aos poucos. Lá dentro, ainda haviam poucas pessoas. Afinal, ainda estava cedo. Mas já tinha música a cargo de um DJ que rolava músicas comuns em baladas. Há quem questione que ao invés disso poderia ter a apresentação de alguma ou algumas bandas de abertura. Mas não vamos entrar no mérito.

 

Logo me encontrei com alguns colegas de faculdade. Cometi algumas gafes tradicionais só para não deixar passar em branco. Como por exemplo, achar que a Paula, amiga da Ingrid, era palmeirense, quando na verdade ela era são-paulina. Achei que ela tivesse me cumprimentando pelo bom gosto, mas ela estava me dando os pêsames... Enfim, coisas que acontecem (comigo principalmente). De todos meus colegas que estavam ali, Glauco, Drets, Camila, Ingrid e Larissa, nem um deles sabia que horas o show estava previsto para começar. Então Larissa teve um surto de Valter Mercado e resolveu apostar que a apresentação teria inicio as 01h40min (vulgo vinte para as duas). Tudo bem íamos esperar pra ver. Enquanto isso ficamos conversando e o pessoal começou a chegar e encher o lugar. Logo fomos para um estratégico lugar na escada, onde poderíamos ter uma boa visão do palco e as meninas não seriam incomodadas com possíveis empurra-empurras. Minha câmera não iria conseguir fotografar muita coisa daquela distancia, mas ninguém se importou com isso, nem eu...

 

Quando as luzes se apagaram para que o show tivesse início, já passavam das duas da manhã, de forma que Larissa tinha perdido sua aposta, caso alguém tivesse apostado alguma coisa. E eu ainda ganhei um “primo” graças à folgada da Ingrid que achou que um caboclo tinha o cabelo parecido com o meu, e sendo assim era meu parente...

 

Finalmente Joe (baixo), Martin (guitarra), Duda (bateria) e Pitty sobem ao palco e já de cara detonam a cadenciada Anacrônico, que dá nome ao seu segundo álbum. Sem muito papo, emendam Admirável Chip Novo na seqüência pra levar a garotada ao delírio. Sem dar tréguas à próxima é Semana Que Vem. O set-list da moça mais parece uma seqüência de hits.

 

Nesse momento já vale ressaltar alguns pontos. O primeiro é que o som da casa, mais uma vez, se mostrou fantástico, com todos os instrumentos muito nítidos. E o segundo é que o som da banda ao vivo ganha muito em peso. Hell yeah! Em terceiro o fato de que a cantora baiana tem total controle de sua platéia e uma performance vocal bastante parecida com a de estúdio e consegue empolgar com seu estilo e suas danças mezzo bizarras, mezzo sensuais. E por falar nisso, apesar da vocalista estar com um vestido bem curtinho, a alegria de nós, marmanjos desocupados, estava fadada ao fracasso, já que ela tinha um shortinho por baixo do saiote...



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 11h04
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Música: Shows – Pitty (General Bar, Jaú - 06/10/07)_Parte 2

 

Uma pequena pausa para respirar, talvez a única da noite. E então a galera canta “parabéns à você” em uníssono em homenagem ao aniversário da Pitty, que completava 30 anos de vida naquela madrugada. A vocalista agradece, diz que é um prazer estar comemorando seu aniversário junto com os presentes e sem muito papo tocam a semi-balada Deja Vu. 

 

Enquanto isso e ao decorrer do show. Minha amiga Larissa tentava bater fotos da banda, tentava porque não saia nada. Pois estávamos um pouco longe do palco, e todas aquelas luzes piscando no palco não ajudavam muito a minha maquina. Mas a intenção dela foi muito boa e é isso que importa, e eu agradeço muito a prestatividade dela. De qualquer forma, as fotos que vocês leitores vêem abaixo, foram tiradas do site do General Bar.

 

As próximas foram: a empolgante Brinquedo Torto, a grudenta Memórias e a balada Na sua Estante que fez o público cantar junto. A banda volta a colocar o pé no acelerador e tocam a pesada Malditos Cromossomos, que pareceu deixar alguns meio perdidos na platéia, dando uma leve esfriada.

 

E para voltar a ter o total e incondicional apoio da platéia, nada como o mega-hit Equalize, que mais uma vez foi cantado a plenos pulmões pelos presentes. Para não restar dúvidas de que o público estava ganho, a inédita Pulsos que saiu no CD [Des]Conserto ao Vivo, foi tocada. E todo mundo já conhecia ela de cor e salteado.

 

Depois vieram  A Saidera e a quase punk-rock I Wanna Be. Seguida da clássica e empolgante Máscara que fechou a noite em grande estilo.

 

No balanço final podemos dizer que foi uma grande apresentação da banda. Apesar de curta, um pouco menos de uma hora de duração. Mas tudo bem para um grupo com apenas dois CDs lançados, ainda que pudessem ter tocado ambos na integra, pelo menos. E ainda foi sentida a falta do hit Teto de Vidro, umas das mais conhecidas da banda, mas que foi deixada de lado. Os músicos todos são muito bons, mas tem presença de palco quase nula, não agitam, não se movimentam, apenas tocam. No resto, só agradecer a iniciativa do pessoal do General Bar que trouxe uma atração de peso pra cidade e ofereceu som de qualidade para quem esteve presente.

 

Acabado o show da Pitty, entra em cena novamente o DJ. Meus amigos todos estavam querendo ir embora. Eu fiquei na dúvida. Mas num estava muito afim de ficar ouvindo aquelas músicas, então decidi ir com eles. Enquanto passava no caixa para pegar de volta a grana que coloquei no cartão do bar, meus amigos foram embora. Conclusão: quando saí lá fora eles já tinham zarpado dali. Então passei a viver um terrível dilema em minha vida (viver... em minha vida, mais uma frase bem construída, você não acha?). Ou eu tentava achar outra carona, o que era pouco provável, ou eu ligava para minha casa para acordar alguém e vir me buscar ou eu ia de a pé mesmo. Como isso era algo extremamente difícil de decidir, fique ali parado de bobeira vendo a movimentação do pessoal.

 

Quando de repente e não mais que de repente, surge uma bela morena sorrindo pra mim (Hell Yeah!). Logo reconheci que se tratava da Srta. Paula “Queen”, garota que eu conheci pela net e apesar de nos falarmos bastante ainda não conhecia pessoalmente. Mas num é que ela foi lá me cumprimentar?! Conversamos um pouco, vi que ela é muito simpática e realmente bonita. E ainda tive a pachorra de contar uma piada pra ela. Vê se pode uma coisa dessas? Contar piada... É pá acaba mesmo... De qualquer forma ela riu da minha piadinha sem graça, mas não demorou muito para ir embora, já que sua amiga estava esperando no carro.

 

Após esse encontro surreal (é sério, depois cheguei a achar que tinha imaginado aquilo), resolvi que o certo era eu ir embora com o Oscar mesmo. Então fiz uma longa jornada até minha casa. Nada como finalizar uma grande noite com uma grande caminhada...



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 11h04
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Música: Shows – Pitty (General Bar, Jaú - 06/10/07)_Fotos

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 11h03
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