From Here To Eternity


Zombieland (Sony Pictures, 2009)

Agora que o pesadelo do TCC acabou e o “Amargo da Cana” foi um sucesso com direito a nota 10 e muitos elogios por parte da banca. Me sinto a vontade para arrumar tempo e colocar o FHTE para funcionar novamente! Espero ainda não ter perdido o jeito pra coisa.

 

Depois de manter nosso vicio de degustar a panqueca de brócolis do Canto do Caldinho (eles poderiam me pagar pela propaganda, hein? Aliás, ainda começo a escrever uma coluna sobre os restaurantes jauenses, o que acham?... Não?!) eu e minha amada fomos assistir um filme. Nossas opções eram dois filmes com mortos-vivos: o clássico Cemitério Maldito do mestre Stephen King e o recém-lançado Zombieland, indicação de mi hermano. Acabamos optando pelo segundo, já que o primeiro é bem mais “pesado”. Como você verá na resenha abaixo, não nos arrependemos nenhum pouco da escolha.

 

Se existe um gênero de filmes que pode-se chamar de batido são os que tratam de zumbis. É impossível contar o número de longas com história de mortos que voltam à vida, quer seja por maldição, quer seja por experiências cientificas, quer seja por vírus, quer seja sem explicação alguma. O mais impressionante é que há décadas esses filmes vêm sendo produzidos e continuam até hoje.  Zombieland, que foi lançado a pouco, e desbancou Tá Chovendo Hamburguer da primeira posição nas bilheterias estadunidense, é um exemplo disso.

 

Porém, assim como a causa que leva os mortos a voltarem à vida, outra coisa que mudou conforme o passar dos anos é o estilo destes longas. Antigamente filmes de mortos-vivos, obviamente, eram do gênero horror. Hoje em dia, contudo, não necessariamente. Muitos estão muito mais para comédia, mesmo que pretendido que fosse assustador, entretanto outros são propositalmente uma mistura de ambos, horror-comédia ou terrir, se preferir.  Não é o caso deste Zombieland, que é uma comédia mesmo e só, sem horror.

 

Zombieland soa como uma sátira a filmes como Extermínio, por exemplo. A história resumidamente é praticamente a mesma que a dele. A Terra, ou pelos menos os Estados Unidos (nunca saberemos), está tomada por zumbis, praticamente não existem mais seres-humanos, apenas cidades desertas, cheias de mortos-vivos (que paradigma hein?). A explicação para esse mal? Não importa, o filme não se preocupa em nenhum momento em querer explicar isso. Ainda bem.

 

Columbus (Jesse Eisenberg) é um dos poucos sobreviventes no planeta e isso, em partes, se deve as regras que ele mesmo criou para continuar vivo. Regras que são apresentadas logo no começo do filme e reafirmadas durante toda a projeção do longa, conforme elas vão sendo utilizadas. É bom guardá-las bem, caro leitor, para o caso da sua cidade ser tomada por zumbis, qualquer dia desses... Com o decorrer do filme, Colombus encontra mais alguns poucos humanos, como Tallahassee (Woody Harrelson), um matador de zumbis durão, que passa a acompanha-lo na jornada, além das irmãs Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin).

 

Zombieland é um filme divertido do inicio ao fim. As piadas são suaves e são espalhadas nos diálogos ou no absurdo da cena. Como na hora em que Columbus está desesperado pra fugir do zumbi e atira tudo o que vê pela frente.  Outra coisa bacana é que o longa tem diversas cenas de ação, algumas chegam até a fazer inveja pra filmes explosivos. Como a cena do parque de diversão onde Tallahassee aniquila alguns mortos-vivos.

 

O mais legal são os personagens, que apesar de não serem lá muito profundos são muito bem construídos. Por exemplo, Columbus, ele está mais para anti-herói do que herói. Ele é retraído, tem dificuldade com as mulheres, não é corajoso e ainda por cima tem problemas estomacais. Para ser um nerd completo só falta jogar World of Warcraft, certo? Então não falta nada, pois ele joga! Porém, ele não é retratado como um idiota, como acontece em diversos filmes com esse estereotipo de personagem, aqui ele é apenas um cara comum com suas dificuldades sociais, mas com carisma e charme próprio, méritos para o ator, para o diretor e para o roteirista. Os outros personagens também vão na mesma linda, apesar de rasos, bem construídos, mesmo que em cima de estereótipos, são cativantes.

 

Resumindo, esse é um daqueles casos raros que você vai vendo o transcorrer do filme e começa a ficar triste porque sabe que ele está chegando ao final. Pois, assisti-lo é uma experiência tão agradável que você queria que durasse mais tempo.

 



Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 12h33
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