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Zombieland (Sony Pictures, 2009) 
Agora que o pesadelo do TCC acabou e o “Amargo da Cana” foi um sucesso com direito a nota 10 e muitos elogios por parte da banca. Me sinto a vontade para arrumar tempo e colocar o FHTE para funcionar novamente! Espero ainda não ter perdido o jeito pra coisa. Depois de manter nosso vicio de degustar a panqueca de brócolis do Canto do Caldinho (eles poderiam me pagar pela propaganda, hein? Aliás, ainda começo a escrever uma coluna sobre os restaurantes jauenses, o que acham?... Não?!) eu e minha amada fomos assistir um filme. Nossas opções eram dois filmes com mortos-vivos: o clássico Cemitério Maldito do mestre Stephen King e o recém-lançado Zombieland, indicação de mi hermano. Acabamos optando pelo segundo, já que o primeiro é bem mais “pesado”. Como você verá na resenha abaixo, não nos arrependemos nenhum pouco da escolha. Se existe um gênero de filmes que pode-se chamar de batido são os que tratam de zumbis. É impossível contar o número de longas com história de mortos que voltam à vida, quer seja por maldição, quer seja por experiências cientificas, quer seja por vírus, quer seja sem explicação alguma. O mais impressionante é que há décadas esses filmes vêm sendo produzidos e continuam até hoje. Zombieland, que foi lançado a pouco, e desbancou Tá Chovendo Hamburguer da primeira posição nas bilheterias estadunidense, é um exemplo disso. Porém, assim como a causa que leva os mortos a voltarem à vida, outra coisa que mudou conforme o passar dos anos é o estilo destes longas. Antigamente filmes de mortos-vivos, obviamente, eram do gênero horror. Hoje em dia, contudo, não necessariamente. Muitos estão muito mais para comédia, mesmo que pretendido que fosse assustador, entretanto outros são propositalmente uma mistura de ambos, horror-comédia ou terrir, se preferir. Não é o caso deste Zombieland, que é uma comédia mesmo e só, sem horror. Zombieland soa como uma sátira a filmes como Extermínio, por exemplo. A história resumidamente é praticamente a mesma que a dele. A Terra, ou pelos menos os Estados Unidos (nunca saberemos), está tomada por zumbis, praticamente não existem mais seres-humanos, apenas cidades desertas, cheias de mortos-vivos (que paradigma hein?). A explicação para esse mal? Não importa, o filme não se preocupa em nenhum momento em querer explicar isso. Ainda bem. Columbus (Jesse Eisenberg) é um dos poucos sobreviventes no planeta e isso, em partes, se deve as regras que ele mesmo criou para continuar vivo. Regras que são apresentadas logo no começo do filme e reafirmadas durante toda a projeção do longa, conforme elas vão sendo utilizadas. É bom guardá-las bem, caro leitor, para o caso da sua cidade ser tomada por zumbis, qualquer dia desses... Com o decorrer do filme, Colombus encontra mais alguns poucos humanos, como Tallahassee (Woody Harrelson), um matador de zumbis durão, que passa a acompanha-lo na jornada, além das irmãs Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin). Zombieland é um filme divertido do inicio ao fim. As piadas são suaves e são espalhadas nos diálogos ou no absurdo da cena. Como na hora em que Columbus está desesperado pra fugir do zumbi e atira tudo o que vê pela frente. Outra coisa bacana é que o longa tem diversas cenas de ação, algumas chegam até a fazer inveja pra filmes explosivos. Como a cena do parque de diversão onde Tallahassee aniquila alguns mortos-vivos. O mais legal são os personagens, que apesar de não serem lá muito profundos são muito bem construídos. Por exemplo, Columbus, ele está mais para anti-herói do que herói. Ele é retraído, tem dificuldade com as mulheres, não é corajoso e ainda por cima tem problemas estomacais. Para ser um nerd completo só falta jogar World of Warcraft, certo? Então não falta nada, pois ele joga! Porém, ele não é retratado como um idiota, como acontece em diversos filmes com esse estereotipo de personagem, aqui ele é apenas um cara comum com suas dificuldades sociais, mas com carisma e charme próprio, méritos para o ator, para o diretor e para o roteirista. Os outros personagens também vão na mesma linda, apesar de rasos, bem construídos, mesmo que em cima de estereótipos, são cativantes. Resumindo, esse é um daqueles casos raros que você vai vendo o transcorrer do filme e começa a ficar triste porque sabe que ele está chegando ao final. Pois, assisti-lo é uma experiência tão agradável que você queria que durasse mais tempo.
Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 12h33
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A Saga do Café

Em uma bela manhã de domingo, (9 de agosto, Dia dos Pais) eu e minha querida namorada Paula resolvemos ir tomar café da manhã na cidade. Com um pouco de esforço vencemos a preguiça e saímos de casa por volta das 9h30. Tudo bem, não é um horário que se diga: “nossa, como acordaram cedo”, mas para um domingão era praticamente madrugada. A primeira opção que pensamos foi o Mcdonalds (sim, eles vendem café da manhã) que tem um cappuccino grande e um croissaint delicioso. Teoricamente o café era servido no estabelecimento até as 11h. Porém, quando chegamos lá, nem aberto o estabelecimento estava. “Poxa, será que eles abrem às 10h?”. Mesmo se abrissem não íamos esperar. A segunda opção foi o digníssimo Jaú Shopping. Descendo a Rua 7 de Setembro, nos deparamos com uma guarda de trânsito bloqueando o caminho e indicando para que dobrássemos a esquina para entrar numa rua da qual eu não tenho idéia do nome. Não entendemos o motivo do desvio imposto, mas foi possível ver uma ambulância para mais a frente. No novo percurso o trânsito estava tenso, mal conseguimos movimentar o carro. Pois além daquela rua estar bloqueada, ainda tinha o agravante da feira estar próxima, o que deixava tudo ainda mais lento. A essa altura, o relógio já beirava às 10 da manhã. E como a gente ainda estava próximo da Av. Ana Claudina, a Paula teve a idéia de passar novamente em frente ao Mcdonalds, só pra desencargo de consciência. Mas não adiantou, ainda estava fechado. Caramba, como o Mc ainda podia estar fechado? Se eles servem café da manhã até as 11h, que horas será que eles abrem? As 10h50? Isso não fazia sentido algum. O fato era que a grande franquia de fast food estava fechada e não parecia que ia abrir tão cedo. Esse é o tipo de coisa que é digna de acontecer só em Jaú mesmo. Mas tudo bem, então vamos mesmo ao Shopping. Cruzando o centro da cidade, reparei que uma outra opção, a “Doceria Renata”, também encontrava-se fechada. No problem nós não íamos parar lá mesmo. Subindo a rua da Igreja São Sebastião. Reparei que havia um “verdinho” estacionado com sua moto na esquina com que dá na rua do Senac (exatamente o caminho que eu tinha em mente para chegar aos Shops Centis). Falei “será que ele também vai desviar minha rota?”. No instante em que disse isso, avistei uma moto virando aquela rua e o verdinho não teve reação nenhuma. Vendo essa cena, fiz a mesma coisa, virei ali tranquilamente. No exato momento em que passei ao lado da moto do verdinho, ouvi um apito histérico e apavorante. O guardinha soltou todo seu ar naquele apitinho e começou a bradar desesperadamente “Não pode! Não pode! Por aí não pode!” Imediatamente levei um baita susto e senti minha cara corar de vergonha ao mesmo tempo em que já engatei a ré do carro e comecei a ir para trás. Mas o verdinho também não me deixou voltar. “Agora vai, continua indo pra frente. Mas vá devagar. Vai, vai.”. Foi o que eu fiz, continuei indo para frente bem devagarzinho, quando notei que alguns pedestres vestidos como maratonistas começavam a passar ao lado do carro. Então entendi porque não podia transitar com meu automóvel. Estava tendo uma corrida ali. A cena foi digna de comédia, depois do guarda chiliquento, o carro estava envolto por maratonistas correndo por todos os lados. Ao passo que minha namorada começou a rachar o bico de dar risada. Eu ainda assustado e envergonhado e ela se deliciando de rir com a cena bizarra. Um pouco mais para frente, passando fronte ao Senac, um outro guarda advertiu mais uma vez: “Vai devagar, vai devagar”. Eita, eu já estava devagar o suficiente, se eu diminuísse mais, iria parar o carro. Finalmente, entrei na avenida Dr. Quinzinho e me livrei do pesadelo dos maratonistas, enquanto a Paula ainda recuperava o fôlego das gargalhadas. Assim que parei o carro no estacionamento do Shopping, veio o pensamento “só faltava o shopping estar fechado também”. Nisso vimos um rapaz chegando em frente a porta eletrônica, ela abriu e ele entrou. “Ufa, tá aberto sim, lógico”. Entretanto, quando entramos dentro do shopping percebemos que ele não estava tão aberto assim. As luzes ainda estavam apagadas e notamos que, pelo menos no andar de baixo, apenas a loja d'O Boticário estava aberta. Ainda tínhamos esperança que a praça de alimentação deveria estar aberta ou o Café Mundi e a Copenhagen apenas. Se um deles estivesse aberto, já estaria bom. Mas ambos estavam fechados, assim como todo o restante da praça de alimentação e das lojas. Por sorte, tanto eu como a Paula já havíamos comprado nossos presentes para o dia dos pais, porque se tivéssemos deixado pra comprar na manhã de domingo no shopping estaríamos na água. E foi assim que muitas pessoas pareciam ter se sentido, “na água”. Pois diversas pessoas adentraram o shopping nos minutos em que permanecemos ali e pareciam decepcionados com portas abaixadas e as luzes apagadas. Com certeza muitos lojistas deixaram de lucrar um pouco nessa manhã. Absurdo o shopping ainda não estar funcionando essa hora. Mais uma coisa digna de acontecer só na tosca grandiosa cidade de Jaú. Nunca imaginei que seria tão difícil tomar um cafezinho. Quando já estávamos pensando em desistir, lembramos que o Jaú Serve ao lado do Shopping tinha uma cafeteria. E foi pra lá que fomos. Para nossa sorte o local estava aberto (nessa altura do campeonato, já considero sorte mesmo). Sentamo-nos, olhamos atentamente o cardápio e tanto eu quanto ela optou por cappuccino e pão de queijo. Ufa, finalmente teríamos uma bela refeição matinal. Mas de repente, o garçom aparece na nossa mesa e educadamente diz “Vocês pediram dois cappuccinos e dois pães de queijo, correto?” – respondi que sim, e ele continuou – “O pão de queijo ainda está no forno, vai demorar mais uma meia hora pra ficar pronto. Vocês querem esperar ou preferem trocar com alguma coisa?”. Olhei no cardápio e vi que para um café da manhã a única opção era mesmo a receita mineira. Mas como não estava a fim de esperar, pedi uma coxinha. Minha namorada relutou um pouco em querer alguma outra coisa, entretanto acabou decidindo por uma esfirra de frango. Não era exatamente o que tínhamos em mente, mas tudo bem, tá valendo. A saga do café finalmente havia terminado. A conclusão que fica é que Jaú nos surpreende a cada dia. Ainda bem que eu só queria tomar um cappuccino, coisa comum. Pois se tivesse um gosto fora do comum, com certeza iria ficar sem. Já que uma coisa simples foi tão difícil de conseguir, imagine se fosse algo fora do comum. Mas minha manhã ainda não estava completa. No meio do caminho até a casa do meu amorzinho, foi surpreendido com uma ligação do serviço. Sim, era domingo e eu estava de plantão. Mas essa é uma outra história... Nesse domingo ainda constatei que o pneu do meu carro estava furado... PS: Só pra constar, o restante do meu domingo foi muito bom J
Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 12h23
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Kamelot – Ghost Opera (SPV, 2008) 
Muitas bandas atingem o ápice de suas carreiras logo nos primeiros álbuns lançados, o que as obriga involuntariamente a viverem sob a sombra de seu passado. O Kamelot pode-se orgulhar de não fazer parte desta casta, pois a cada novo álbum o grupo demonstra uma evolução sonora. Desde que o vocalista norueguês Roy Kahn se juntou aos estadunidenses em 1998 para a gravação de Siége Perilous, segundo álbum da banda, as composições só evoluíram. Sempre que se achava que tinham chegado ao topo mais alto, eles se superavam no lançamento seguinte. Foi assim desde The Fourth Legacy (1999), que foi superado por Karma (2001), que foi batido de longe por Epica (2003), que por sua vez, foi extrapolado pelo sensacional The Black Halo (2005). A cada novo lançamento, a missão do Kamelot de melhorar sua sonoridade vem ficando cada vez mais árdua. Superar o típico e bem trabalhado metal melódico dos primeiros álbuns era uma coisa. Agora, exceder o nível magistral das composições de Epica e The Black Halo é algo totalmente diferente. Nestes discos, principalmente no último, a banda ditou novos rumos para seu Heavy Metal com toques sinfônicos, se distanciando da mesmice e falta de criatividade que assombram o estilo. O grupo alcançou um nível de composição pouco visto no cenário metálico atual. Suas musicas tem o peso do metal, mas também ganham dramaticidade com os bem construídos arranjos sinfônicos e o vocal esplêndido de Khan, que com sua técnica apurada cada vez mais aposta na interpretação. Aliás, o vocalista é uma peça fundamental para a sonoridade da banda, sua bela voz pode arrancar lagrimas dos mais emotivos, mas também pode soar agressiva e causar medo, tamanha sua versatilidade. Dizer que Ghost Opera supera The Black Halo, pode ser exagero. Mas com certeza mantém o mesmo nível. Mostrando que a banda caminha a passos largos para o topo do Metal no século XXI. O novo álbum mantém as mesmas características de seu antecessor, porém, sem soar repetitivo. O disco tem identidade própria e isso fica evidente ao decorrer das onze faixas que o compõem. Destacar alguma música é uma tarefa que demanda cautela e certo risco, pois todas estão no mesmo patamar de qualidade. Mas ousaria destacar Rule the World, que abre o disco de forma arrebatadora, após o prelúdio Solitarie com seus belos acordes de violino. A faixa de abertura tem um belo trabalho instrumental, contrapondo de forma única o peso do metal com a suavidade das melodias sinfônicas. O que ocorre na maioria das músicas do álbum e saber usar esse artifício de forma tão criativa e primorosa é um dos grandes trunfos do Kamelot. Outra peculiaridade do grupo são os refrões de fácil assimilação, mas que não soam forçados, como é demonstrado nas pesadas Up Through The Ashes e Blücher, que tem a participação de Simone Simmons. Já Silence of the Darkness tem belo trabalho de guitarras e bastante velocidade aproximando a banda do velho metal melódico praticado nos primeiros álbuns. Enquanto que Love You to Death com a participação de Amanda Sommerville e Anthem representam os momentos mais calmos do álbum, sendo duas lindas baladas, que evidenciam a beleza da voz de Khan. Porém, não posso terminar essa resenha sem falar da grandiosa faixa-título, talvez a melhor de um álbum repleto de boas músicas. Ghost Opera possui grande trabalho de guitarra, baixo e bateria, além de grande interpretação vocal. Ela consegue ser pesada, agressiva, rápida e ao mesmo tempo bela e suave. Como isso é possível? Pergunte ao Kamelot. Nota: 10 Line-Up: Roy Khan - Vocal Thomas Youngblood - Guitarra Glenn Barry - Baixa Casey Grillo - Bateria Oliver Palotai – Teclado Tracklist: 1. Solitaire 2. Rule The World 3. Ghost Opera 4. The Human Stain 5. Blücher 6. Love You To Death 7. Up Through The Ashes 8. Mourning Star 9. Silence Of The Darkness 10. Anthem 11. EdenEcho
Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 14h45
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Música: Clássicos: Ozzy Osbourne – Diary of a Madman (Jet/Epic Records, 1981)
Após nove anos e oito discos lançados com o Black Sabbath, o vocalista Ozzy Osbourne é demitido por abusar das drogas e do álcool. Então ele decide seguir carreira solo e lança o clássico e definitivo Blizzard of Ozz em 1980. Após o grande sucesso alcançado com ele e em meio a sua turnê, o rei das trevas volta ao estúdio para conceber seu segundo álbum em vôo solo, este Diary of a Madman, lançado em 1981 e que entrou pra história por ser o último registro do lendário guitarrista Randy Rhoads que falecera um ano mais tarde num acidente de avião. Diary of a Madman é um álbum com dupla personalidade. Para muitos, é constantemente deixado de lado, talvez por ter sido ofuscado pelo estrondoso sucesso do disco anterior, talvez por não possuir um single de grande sucesso. Enquanto para outros é um clássico absoluto e um dos melhores da carreira do velho madman. Para este álbum, foi mantido o mesmo e consagrado time que trabalhou no álbum anterior, os ex-Uriah Heep: Bob Daisley e Lee Kerslake, baixista e baterista respectivamente, além do virtuoso Randy Rhoads (ex-Quiet Riot) nas seis cordas e do tecladista Johnny Cook. Logo na primeira faixa de Diary of a Madman, Ozzy e sua banda já demonstram que a linha seguida é a mesma do álbum anterior, ou seja, um Heavy Metal vigoroso, mas técnico e puxado para o Hard Rock. Deixando totalmente de lado o som arrastado de sua ex-banda. Over the Moutain é uma música primorosa, com linhas de guitarra, baixo e bateria em perfeita harmonia, excelente para balançar a cabeça. Assim como a pesada S.A.T.O., que parece ser uma peça única na discografia do príncipe das trevas, com sua boa dose de velocidade e boa performance de Ozzy cantando em tons ainda mais agudos que o costumeiro. Já Flying High Again e Little Dolls pendem mais para o Hard Rock, sendo mais cadenciadas e com um clima mais descontraído. Enquanto que You Can't Kill Rock and Roll é uma semi-balada que até tem seus méritos, mas fica um pouco abaixo do restante do álbum. Já Tonight sim é uma balada de respeito e tem um solo memorável a cargo de mister Rhoads, com certeza uma das mais lindas da carreira do tio Ozzy, anos-luz a frente da insossa Goodbye to Romance do festejado disco anterior. Completando o disco temos a épica Believer com seu ritmo cadenciado e pesado, com grande trabalho de guitarras e vocal e por último a sinistra faixa-título, que lembra de longe o trabalho do madman no Black Sabbath. Mas bem de longe, porque essa daqui é muito mais trabalhada e pomposa, com grande trabalho de Rhoads (já cansei de dizer isso) e direito até a um coral apocalíptico em seu desfecho. Chega a assustar os mais desavisados. O fato é que mesmo sendo gravado às pressas, Diary of a Madman é um excelente disco de Heavy Metal e um dos melhores na vasta discografia de sir Ozzy Osbourne. Nele Randy Rhoads mostra mais uma vez como poderia revolucionar o modo de tocar guitarra em bandas de rock e como faz e continuara fazendo falta para o mundo da música.
Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 12h36
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Agora já posso ser jornalista... e você também 
Agora é oficial, para exercer a profissão de jornalista não é mais necessário ter diploma. A medida foi tomada ontem pelo STF. O principal argumento para está decisão é de que a liberdade de expressão e de pensamento é constitucional e todo e qualquer cidadão tem direito, não só aqueles com nível superior. Concordo que todos têm o direito de se expressar e dizer o que está pensando. Porém, a responsabilidade de dar qualquer opinião, quando ela é publicada em um meio de comunicação de massa, é enorme e nem todo cidadão teria condições éticas ou morais para arcar com tamanha responsabilidade social. Além disso, fazer jornalismo é antes de tudo uma profissão como qualquer outra. Uma profissão que necessita de conhecimentos técnicos para ser realizada. Não se trata apenas de escrever, de narrar fatos. Jornalismo não é literatura. O jornalista trabalha sempre com a realidade, não existe ficção no mundo dos jornais. Tudo o que se publica deve ser averiguado e qualquer informação trás consequências, que podem ser seriíssimas, para a sociedade. Banalizar a profissão de jornalista é como dar uma arma de fogo para um cidadão destreinado em seu manuseio. Ele sabe que tem um item muito poderoso em sua mão, mas talvez não saiba como usar e nem as consequências que seu uso pode trazer. Na tentativa de se salvar de um assalto, ele pode acabar ferindo inocentes, cometendo injustiças ou até mesmo acabar sendo morto. A mesma coisa é com o jornalista, é preciso um conhecimento prévio, é necessário conhecer as armas que possui e saber usá-las com responsabilidade. Não é simplesmente sair por aí atirando ou escrevendo. O poder da mídia é tão grande que comumente ela vem sendo chamada de “O Quarto Poder”. Para se ter uma idéia, uma vez Napoleão Bonaparte disse “Três jornais me fazem mais medo do que cem mil baionetas” E de fato, ele era uma pessoa inteligente, pois os meios de comunicação de massa exercem grande influência no mundo. Presidentes podem ser derrubados, pessoas podem ter suas carreiras arruinadas ou acendidas através da mídia, países podem entrar em guerra. Há de se concordar que é um poder que não pode ser dado a qualquer um. Para tomar essa decisão desrespeitosa e equivocada, o que muito se discutia é que muitas pessoas importantes ligadas a grandes (e a pequenos) jornais não tem diploma e mesmo assim são muito respeitados dentro da profissão. Essas pessoas geralmente têm conhecimentos específicos que possivelmente um jornalista comum não teria. São profissionais de outras áreas, como economistas, ex-atletas, políticos, cientistas, etc. que atuam como comentaristas em diversos veículos da mídia. Nesses casos, há de se concordar com a não-obrigatoriedade do diploma (ainda que mesmo assim ele fosse deveras bem vindo), pois, eles tratam em seus textos de assuntos específicos de seu próprio ramo de atividade. Porém, mesmo nestes casos, tudo o que eles escrevem passa pelas mãos de um editor, que até então era formado em jornalismo, para só depois ser publicado. Sendo o jornalismo uma profissão como qualquer outra, porque para exercê-la não é necessário ter estudo? Então, pressupõe-se que para ser médico, engenheiro, professor, advogado, dentista ou qualquer outra coisa também não deveria precisar estudar. Já que convivendo com qualquer profissional de qualquer uma das áreas citadas acima e talvez lendo alguns livros por conta própria, vamos aos poucos ganhando experiência e em pouco tempo também poderemos exercer tal função. O interessado começaria como auxiliar ou aprendiz de médico e convivendo dia-a-dia com o doutor, logo começaria a ganhar experiência e dentro de alguns anos poderia abrir sua própria clínica e realizar suas próprias consultas. Aqui encerro meu desabafo com a certeza de que mesmo antes de terminar o curso acadêmico, já posso ser taxado de jornalista neste país desgraçado maravilhoso. Gostaria de convidar o meritíssimo Gilmar Mendes para produzir um documentário, um programa de rádio ou mesmo uma simples reportagem. Com certeza ele tem competência suficiente pra isso... Ô se tem...
Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 12h41
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FHTE completa 4 anos de vida! 
Neste dia 22 de Março, o FHTE completa seu quarto ano de vida. Mas o que comemorar? Claro que sim! Em nossa jornada publicamos inúmeras resenhas de álbuns de Heavy Metal (em seus mais diversificados estilos) e outras tantas de filmes (também de gêneros diversos). Escrevemos crônicas bem humoradas de jogos de futebol de fim de semana (com o glorioso e imbatível de time do Futiba) e até de churrascos. Contribuímos para a intelectualidade do mundo com pensamentos que foram desde o futuro do Metal Melódico até o fato de como se nasce o gosto musical nas pessoas, passando pelas modas musicais. Recentemente até publicamos um conto de horror (Horror? Onde? Não vi horror nenhum...). Sem contar, é claro, os textos comemorativos e cheios de parênteses, como este que você está lendo agora. Além disso, tivemos grandes entrevistas, com os paulistanos das bandas Exxótica e Forgotten Boys e também com a galera gaúcha da Questão de Honra (do grande Ninja). Sem falar nas parcerias feitas ao longo de nossa saga. Parceria com o site Vejaú e também com o Cena Rock. Colaboração de amigos (grande Otávio, precisa voltar a escrever, hein rapá?). Sem falar nas diversas vezes que pude entrar em recintos sem pagar nada pra cobrir o evento (ô Moraes, faz tempo que você não deixa eu fazer isso...). Mas o que realmente é motivo de comemoração são vocês, pacientes leitores, que continuam lendo essas páginas virtuais, mesmo depois de todo esse tempo. Mesmo quando o blog fica sem atualizações por várias semanas, assim que é atualizado, aqui estão vocês novamente. O FHTE deixa um sonoro e estimado “Hail!” pra vocês! Muito obrigado por tudo! Em especial Murilo, Raul, Rubens (este último campeão e “ponta firme master”, sempre deixou comentários!) e mi hermano Gustavo (que faz as vezes de fotógrafo por aqui) E também ao mestre Paulo Cruz, que sempre tem deixado seu apoio e dicas; e minha amada Paula (vulgo Zeitoninha), que me inspira há muito tempo e sempre me apoiou nessa empreitada (desde os tempos em que éramos apenas bons amigos e daqui pra eternidade). Só para não dizer que não falei dos números. Nesses 4 anos, foram mais de 14 mil acessos. Mais de 500 comentários. E segundo o sistema de avaliação disponível no blog, o FHTE tem média 9,7 (em 1288 votos computados, estou cercado por um bando de puxa-sacos, só pode!). E vale lembrar, que se hoje estou no quarto ano de Jornalismo foi graças a esse blog aqui. Criado sem nenhuma ambição, apenas com o desejo de escrever textos e deixar que as pessoas os leiam. Caros leitores e amigos. Quais os rumos que vocês acham que o FHTE deve tomar? Continuar escrevendo textos diversificados ou se especializar em algum tema? Música, filmes, livros, crônicas, contos? O que você mais gosta neste blog? Abaixo, uma foto da comemoração do aniversário do blog: 
Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 13h30
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Literatura: Anjos e Demônios (Dan Brown) (Ed. Sextante, 2004)

Ou ando muito ruim de memória ou essa é a minha primeira resenha literária aqui no FHTE. Apesar que desde que criei o blog tinha a intenção de fazer análises de livros, só agora de fato farei isto. Até porque, mesmo gostando muito de ler, leio poucos livros por ano, no máximo uns três (sim, sou vagabundão, mas nessa conta não entram os livros da faculdade. Ham!). Ano passado mesmo, acabei lendo apenas um, o fodão O Vampiro Lestat... Mas isso não vem ao caso...
Anjos e Demônios do estadunidense Dan Brown, que ficou mundialmente conhecido por ser autor do aclamado e polêmico O Código Da Vinci. Livro este que por sinal eu não li, mas vi o filme no cinema alguns anos atrás. Porém não vou tomá-lo como base, pois como todos sabem, a versão escrita sempre é superior a de Hollywood. Mas deixemos tudo isso de lado para falar sobre o livro em si, que aliás, também vai virar filme e deve estrear nas telonas ainda este ano. Aí sim poderemos fazer comparações com mais propriedade.
Anjos e Demônios conta como foi a primeira aventura de Robert Langdon, conceituado professor de simbologia de Harvard. Sim, o mesmo cidadão que protagoniza O Código Da Vinci. Porém aqui ele ainda é apenas um professor que foi chamado para analisar um misterioso símbolo que foi marcado a fogo no peito de um físico assassinado. Porém, o que para ele parecia ser apenas um trabalho comum acaba o chocando. A tal queimadura no corpo do cientista é uma marca dos Iluminati, uma antiga fraternidade que era considerada extinta a séculos. Essa fraternidade tem como principal inimigo a Igreja Católica e ameaça destruir a cidade do Vaticano inteira com uma nova arma muito poderosa, que fora roubada do centro de pesquisas da Suíça e agora encontra-se escondida em algum lugar na cidade sagrada. A partir daí, Landgon torna-se totalmente envolvido nas investigações e parte para Roma, onde ajuda os policiais a desvendarem muitos enigmas e mistérios escondidos em igrejas, criptas e catedrais que possam levar até o covil dos Iluminati.
Óbvio que esta é uma sinopse extremamente resumida. Até porque num livro que entre outras coisas preza pelo suspense, contar demais nunca é bom, pois pode estragar alguma eventual surpresa. Aliás, surpresas é o que não faltam em Anjos e Demônios. Várias vezes o autor conduz você a pensar em determinada coisa e depois traz uma reviravolta e mostra que nada era o que parecia ser. Isso acontece várias vezes e de variadas formas durante as mais de 400 páginas do livro. Porém essas viradas nem sempre são boas. Se algumas vezes elas realmente te surpreendem e te deixam boquiabertos, outras te deixam até um pouco irritado, pois parecem forçadas demais. Entretanto nada que comprometa o enredo ou a leitura.
Aliás, ler Anjos e Demônios é uma tarefa bastante simples. Dan Brown narra a história de forma bastante acessível e consegue prender a atenção do leitor do início ao fim. Não existem capítulos que não sejam interessantes. Além disso a dinâmica da narrativa é muito boa, apesar de ter muitos detalhes, a leitura nunca se torna monótona.
Mas o melhor ainda estar por vir, além de uma boa trama, o livro dá uma verdadeira aula de história e arte descrevendo obras e detalhes de artistas consagrados que construiriam monumentos na cidade de Roma. Mostrando que a ajuda da pintora e historiadora Blythe, mulher de Dan Brown, veio muito bem a calhar. O único pesar fica por conta da publicação não trazer nenhuma imagem ilustrativa, o que cairia muito bem à calhar, pois mesmo descrevendo satisfatoriamente as obras, seria muito interessante vê-las em fotos.
O livro ainda trata com inteligência de questões complexas como a existência de Deus, a batalha entre a fé e a ciência e até sobre a conciliação dessas duas vertentes de crença. Tudo debatido de forma magistral pelos personagens de diferentes pontos de vista. Anjos e Demônios consegue entreter, ensinar cultura e ainda coloca o leitor para pensar. Obrigatório.
Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 20h04
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Conto Depois que parei de jogar RPG nunca mais usei minha falta do que fazer meus dotes para escrever contos. Porém agora resolvi voltar a fazer essa nobre façanha. O conto abaixo ainda não tem um nome (sou péssimo para isso). Então peço a ajuda de todas as boas almas que lêem esse blog para dar sugestões de títulos. A pessoa que ter seu título escolhido ganhará um pirulito daqueles que vem com um saquinho cheio de açúcar (ui... pirulito e saquinho... sinistro). Leiam o conto, comentem, critiquem... PS: A sugestão que for dada pela minha amada vale mais que as outras ;) ______________________________________________________________________
Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 18h35
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Aquela era uma fria noite de inverno. A lua cheia, parcialmente encoberta pelas nuvens, iluminava as escuras ruas da cidadela. Como era comum nessa época do ano os becos eram encobertos por uma espessa neblina acinzentada. Eu acabara de acordar assustada, por ter tido um sonho ruim. Havia tido pesadelos com vampiros. No sonho eles pareciam inocentes, suas feições eram amigáveis. Até que mostravam suas imensas e assustadoras presas ao mesmo tempo em que curvavam suas sobrancelhas, formando uma espécie de “v”acima de seus olhos. Logo após isso, um deles, o de cabelos longos e negros, me atacara. No mesmo instante em que eu acordei horrorizada. Assim que acordei, olhei aos meus arredores e percebi, apesar da pouca iluminação, que ainda estava na taverna. Deduzi que, por isso, me sentia zonza e um pouco entorpecida. Apesar de não me lembrar, acredito que tenha bebido muito vinho horas atrás. Apesar de estarmos no meio da noite. Havia ainda algumas pessoas freqüentando o lugar. Dessas pessoas, alguns ainda falavam e riam alto, provavelmente sob o efeito do álcool. Enquanto outros estavam dormindo debruçados em suas mesas e com suas canecas caídas perto de seus pés, derramando o pouco liquido que ainda restava dentro delas. Ao longe, sentado de frente para balcão, podia ver um homem me encarando. Sua barba grisalha estava mal feita e seu semblante era o de alguém com poucos amigos. O cabelo prateado na altura dos ombros era descuidado e seboso. Os olhos fundos e avermelhados, como os de quem já havia bebido além da conta, olhavam fixamente para dentro dos meus. Sua camisa branca de malha, estava suja de terra e seu casaco de lã marrom tinham alguns rasgos no ombro esquerdo. Em seu cinto de couro, algo que me chamara demais a atenção e me deixara amedrontada, um enorme facão de aço, todo sujo de sangue. Provavelmente era um caçador e havia vindo de uma caçada há poucas horas atrás. Aquele homem não parava de olhar em minha direção. Ele ficava ali me fitando, quase imóvel. Sua caneca de cerveja ainda estava cheia. Provavelmente ele nem encostara nela desde que sentou naquele balcão. Porque diabos alguém pegaria uma bebida e não a tomaria? Porque ele me olhara daquela forma? Perguntas borbulhavam em minha cabeça. A única certeza que tinha é que aquela parecia ser uma longa e péssima noite. Primeiro, acordara no meio da noite debruçada em uma mesa, sem saber ao certo o que havia acontecido anteriormente. Depois, o terrível pesadelo e agora, esse homem estranho me olhando. Mesmo a cidade sendo perigosa na calada da noite, decidi que era melhor seguir para minha casa o mais rápido possível. Nessa hora da noite, as ruas eram quase desertas, com a exceção de mendigos e criminosos que perambulavam à procura de uma oportunidade de extorquir moedas e cometer atrocidades de toda sorte. Procurei o taverneiro para que pudesse pagar o que havia consumido antes de cair no sono. Mas o velho dissera que eu nada devia à ele. E antes que eu perguntasse quem havia pago, ele virou as costas e adentrou na porta que ficava atrás do balcão e ainda pude ouvir o barulho da fechadura sendo trancada do lado de dentro. Tentei chamá-lo, mas não obtive resposta alguma. Conformei-me com a situação. Já que ele não queria receber e eu nem ao menos lembrava o que ou quanto tinha bebido, economizar algumas moedas não seria de todo mal. Atravessei a taverna e fui em direção à porta de saída. O chão todo sujo, havia todo tipo de bebida derramada ali. No caminho reparei, que o homem ainda me olhava com ar de repúdio e não só ele, todos que ainda estava acordados, me fitavam como seu eu devesse alguma coisa à eles. Apertei o passo e saí da taverna o mais rápido que consegui. Lá fora o vento soprava com força o ar gelado daquela época do ano. As mãos chegavam a tremular de tanto frio. As ruas estavam bastante escuras, não havia muitas lamparinas ou tochas iluminando o local e a essa hora as janelas das casas já estavam todas fechadas, impedindo que saísse alguma luz de dentro delas. Apesar da escuridão, não me senti confiante em roubar umas das tochas que ficavam ao lado da porta da taverna. Não queria me tornar nenhuma espécie de ladra. A casa onde morava não ficava muito longe dali. Mesmo assim, caminhava afobada. Queria chegar logo. Os passos curtos, porém rápidos. Os braços cruzados no peito, para tentar diminuir o frio, ao mesmo tempo em que segurava o vestido com as pontas dos dedos, na tentativa de impedir que sua barra arrastasse no chão. Depois de afastar-me poucos metros da taverna, escutei uma porta batendo. Olhei para trás na mesma hora. A neblina encobria minha visão. Mas tive a impressão de ter visto alguém em frente a velha taverna. Tentei apertar os passos, mas por causa do frio, o ar era rarefeito e não conseguia andar muito rápido, sem que perdesse o fôlego. Decidi que o melhor era continuar andando um pouco mais devagar. Mas continuar. Parar para recuperar o ar, estava fora de cogitação. Enquanto andava ia fazendo orações em minha cabeça. “Pai nosso que estás no céu...” Comecei a ter a impressão de ouvir passos atrás de mim. Os passos eram pesados. “Livrai-nos de todo mal... Livrai-nos de todo mal...”. Começava a ficar cada vez mais assustada. Podia ouvir a respiração ofegante e perceber a claridade vinda da tocha da pessoa que parecia me seguir. Eu tinha medo de olhar para trás novamente. Sentia medo do que poderia ver. Podia ser qualquer um. Mas levando em consideração que era madrugada, com certeza, coisa boa não era. Desesperada e tentando me livrar daquele que estava em meu encalço. Virei em uma rua estreita e cercada pelos altos muros das moradias ao redor. Essa rua era ainda mais escura que as outras, na esperança de que ele não me visse por causa da névoa e seguisse em linha reta, deixando-me escapar. Antes mesmo de perceber que minha tentativa de fuga havia sido em vão. Já havia me arrependido da manobra. Poucos metros à frente, podia ver um mendigo sentado no chão encostado no muro. Ele não tinha uma feição muito boa e usava roupas velhas e rasgadas. Ao seu lado, um chapéu empoeirado com algumas poucas moedas dentro. E ao lado do chapéu, um homem caído, aparentemente desacordado. Não sabia se estava dormindo ou estava morto. Mas pela forma desconfortável com que estava deitado, a segunda opção parecia mais certa. Chegar nessa conclusão, me fez sentir um calafrio na espinha. Sem saber ao certo se devia continuar seguindo em frente e ter que passar próxima ao mendigo ou se tentava voltar atrás. Hesitei por um segundo. E logo vi a claridade do fogo de uma tocha dobrando a esquina.
Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 18h34
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O calor do fogo me assustou ainda mais e sem pensar duas vezes, segui em frente. Ao que me aproximei do andarilho. Ele apoiando as mãos no chão, começou a fazer força para levantar. O mendigo parecia bastante fraco em ficar em pé, parecia-lhe um esforço bastante grande. Ao ver essa cena, comecei a correr. Tinha que passar por ele antes que conseguisse se levantar. No instante em que passei perto dele, num impulso com as pernas ele tentou jogar seu corpo para frente, enquanto se apoiava com uma mão no chão e com a outra tentou me agarrar. Fui mais rápida que ele e consegui passar adiante. Nisto, pude perceber que quem estava me seguindo também aumentou o ritmo de seus passos. Porém, o mendigo estava tampando a passagem. Enquanto continuava a correr, e agora não parecia sentir o fôlego se acabando. Talvez porque a sensação de pânico não permitisse ao meu cérebro raciocinar que estava faltado ar, tamanho era o meu medo. Ouvi uma voz rouca, porém forte, dizendo em tom imperativo: - Saia do caminho!- E não pude deixar de olhar para trás. O homem que estava me perseguindo era quem eu temia, o mesmo que me encarava na taverna minutos antes. Mas o que será que ele queria de mim? Seja lá o que fosse, não queria saber. Quando olhei para trás, vi aquele homem agarrando o mendigo pelo colarinho da camisa, erguendo-o do chão e tacando-o violentamente contra a parede. O pobre andarilho tentou arrancar uma faca de dentro de seu cinto. Mas foi em vão. Quando se chocou contra o muro, deixou cair a arma de sua mão e ficou atordoado no chão. O homem que estava atrás de mim, virou-se para o mendigo com olhar de desdém e continuou a caminhar em passos firmes em minha direção. O incidente com o mendigo me fez ganhar algum tempo. Não parei de correr um minuto se quer. O homem já aparentava ter certa idade e não conseguia me acompanhar e percebendo que estava ficando um pouco para trás, bradou – Não tente fugir de mim, te encontrarei onde quer que você esteja!- sua voz era carregada de raiva. Ao mesmo tempo em que continuava tentando se distanciar dele, gritei de volta – O que você quer comigo? Me deixe em paz! – minha voz saiu fraca e ao mesmo tempo desesperada, transparecendo o medo que sentia. A cada passo ganhava mais distancia daquele maníaco. Se não tivesse entrado nesta maldita rua, certamente chegaria em casa antes que ele me alcançasse. Porém, ainda estava confiante de que chegaria lá com vida. Pois estava correndo muito mais depressa do que ele, e mesmo com o vento frio, o ar parecia não me faltar. Enquanto ele fazia grande esforço para tentar correr, mas tudo que conseguia era um trote vagaroso. Ao mesmo tempo em que corria, gritava por socorro. Mas a cidade estava deserta e as paredes das casas eram muito grossas para que alguém que estivesse dormindo pudesse me ouvir. Continuei correndo até me deparar com uma bifurcação. A rua em que estava acabava nos muros do cemitério. A partir daí, a rua se dividia em duas, provavelmente contornavam as paredes do campo santo. Mas por causa da nevoa, não era possível enxergar onde daria nenhum dos dois caminhos. Pra piorar, no desespero em que me encontrava mal conseguia raciocinar para tentar lembrar qual das ruas me levaria mais rápido para casa. Se é que alguma delas me levaria até lá... Para não perder muito tempo, nem tentei forçar meu cérebro a pensar. Virei à esquerda, sem pestanejar. A rua era mais estreita do que eu calculava e havia muitas pedras soltas no chão. Tive que diminuir o ritmo de meus passos para não cair no chão. Enquanto caminhava com cuidado, podia ouvir os passos pesados que me seguiam, mas eles pareciam distantes. Torcia para que ele se confundisse quando tivesse que escolher uma das passagens. Depois de caminhar alguns metros à frente, percebi que aquela rua na verdade era um beco. A passarela não dava alugar algum. Simplesmente morria num paredão. Senti minhas pernas tremerem de medo. Encostei-me na parede lateral, a fim de fazer o menor barulho possível e diminuir as chances de ser vista ali. Mal me ajeitei ali e já avistei o clarão da tocha adentrando a estreita passagem. Num segundo de desespero deixei escapar um grito de horror, que acabara denunciando minha localidade. O homem soltou um suspiro de satisfação e encheu os pulmões de ar. E parecendo recobrar suas energias, pegou seu facão e disparou em minha direção. Apesar da névoa, vi seu rosto iluminado pelo fogo. Percebi apenas ódio em seu olhar. Na velocidade em que aquele homem corria em minha direção, não demorou para ele tropeçar em uma daquelas pedras soltas do chão. Desajeitado e com as duas mãos ocupadas, uma com o facão e outra com a tocha, o velho despencou no solo. Seu peito se chocou com uma rocha pontiaguda e abriu um corte, que começou a sangrar imediatamente. O homem soltou um gemido de dor. Colocou a mão em cima do ferimento e esforçou-se levantar com o apoio do outro braço. Depois agarrou o facão que estava caído ao lado de sua perna esquerda. Enquanto isso, eu gritava por socorro e tentava implorar por minha vida. Parecia em vão. Porém, quando o homem se aproximou, todo meu medo pareceu esvaecer de repente. Senti como se eu já não tomasse mais conta do próprio corpo. Tudo o que conseguia ver era o ensanguentado machucado no peito do velho. Também sentia um estranhamente delicioso cheiro doce no ar. Era como se eu não fosse mais eu. Levantei da parede onde estava encostada numa velocidade incrível. E como se fosse a coisa mais óbvia a se fazer, fui pra cima do caçador. Ele tentou me acertar com o facão. Porém seus movimentos pareciam incrivelmente lentos. Desviei com facilidade e no mesmo instante agarrei seu antebraço. O apertei com uma força que não sabia que possuía. O homem abriu a mão e deixou sua arma cair. Forcei seu braço para baixo e logo aproximei ainda mais o meu corpo do dele. O velho praguejava - Volte para o inferno, cria do mau! – Mal ouvi ele dizer isso e percebi meus dentes ganharem mais tamanho. Cravei os dois caninos no pescoço daquele pobre homem. E provei o mais adorável sabor que já tinha sentido na vida. O sangue dele corria para minhas presas como água. A sensação de prazer era inigualável. Nunca havia sentido nada parecido com isso. Quando me livrei do êxtase e voltei a ser eu mesma. Ouvi o corpo do homem caindo sem vida à minha frente...
Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 18h20
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Futiba x Time do Locão Jogo acirrado e vitória em território inimigo

Depois de um longo tempo sem jogos oficiais, a velha tropa do Futiba voltou ao campo de batalha na última terça-feira. Dessa vez o desafiante era o Time do Locão. Sim aquele velho Locão que participou do primeiro jogo do Futiba há tempos ancestrais numa manhã de domingo em baixo de um sol escaldante... De qualquer forma, o rapaz bonachão e de quase três metros da altura agora não era mais um dos nossos. Era um oponente. Um oponente que deveria sofrer a amargura da derrota.
O jogo aconteceria na quadra do Paineras, também conhecida como Manicômiozão, por ser a casa da equipe do Locão. A partida estava marcada para ter início às 19h. Porém, só foi começar de fato às 19:15h.
Nesse meio tempo enquanto o jogo não começava, o sol forte deu uma leve diminuída. Mas o calor ainda era intenso. Os jogadores de ambas as equipes analisavam os adversários. E logo notou-se que a gloriosa equipe do Futiba só tinha cinco jogadores, enquanto os oponentes tinham quase três times completos. Uma verdadeira multidão de jogadores. A segunda coisa à chamar a atenção no Time do Locão era que a maioria de seus atletas parecia nem sequer ter chegado a idade adulta, média de 16 anos aproximadamente. Vale lembrar, que o cara que escreve isto aqui, também conhecido como EU, não iria jogar dessa vez. Vim apenas para prestigiar e cobrir o evento pelo FHTE. Uma pena, pois com minha presença, nossa equipe ficar imensamente mais forte e superior...
À medida que os times iam se posicionando, eu como cronista oficial fui fazer o mesmo. Num gesto amigável fui sentar na arquibancada ao lado dos reservas da equipe adversária. Mas logo na primeira vez que a bola saiu da quadra, todos os reservas foram para o outro lado da quadra para não ter que buscá-la. Ou então fizeram isso, incomodados com minha assombrosa presença, que vestia uma camisa do XV de Jahu e possuía um sinistro bloquinho de anotações...
A equipe do Futiba estava escalada da seguinte forma: no gol, o sempre presente, Murilo; na linha estavam os irmãos Cris e Thiago, com as camisas 3 e 2, respectivamente; Gustavo com a 11 e Volpato com uma camisa do Corintiá sem número. Apesar do número reduzido de jogadores, o time estava bem representado, sendo que praticamente todos são dos tempos áureos do Futiba.
O Time do Locão que começou em quadra era: Acerola no gol; 7 -Pirelli, 8- Toni e os sem número Figura e Locão, grande capitão e fundador da equipe. No banco de reservas estavam, o camisa 10 Carlitos, o sem número Laranja, e os camisas 7: C. Ronaldo e Ronaldo C. (Cristiano Ronaldo e Ronaldo Criança, seguindo a ordem).
Vale lembrar que antes de começar o jogo, os adversários gentilmente sugeriram que as equipes se misturassem, já que eles tinham bem mais jogadores, o que seria injusto, uma vez que sem reservas, a equipe do Futiba ficaria mais cansada. (Nota do Redator: Prof. Paulo Cruz, desculpe por escrever uma frase tão grande e cheia de virgulas como essa.) Mas nossos guerreiros recusarem a oferta e disseram que se garantiam sozinhos. Essa, sem dúvidas, foi uma cena emocionante, com direito até ao Cris batendo no peito (NR: em seu próprio peito, no distintivo da equipe e não em seu irmão, Paulinha J).
Agora eu já escrevi praticamente uma folha de abobrinha, vamos ao fucking jogo.
Como anteriormente dito, o jogo teve inicio às 19:15h. O Locket's Team, como é conhecido no exterior, começou melhor o jogo, criando algumas boas chances. A resposta do Futiba só veio cinco minutos depois, com Thiago dando o primeiro chute à gol de nossa equipe.
O goleiro Murilo faz boas defesas e sem dúvida é o melhor de sua equipe até o momento. Sua boa atuação parece surtir efeito em seus companheiros que finalmente começam a melhorar no jogo. Tanto que o Futiba quase chegou a abrir o placar duas vezes. A primeira numa cabeçada bizarra de Volpato, que mais levou uma bolada na orelha do que cabeceou-a. E a segunda, mais uma vez com Volpato, que tocou de letra pro gol, mas o zagueiro tirou em cima da linha. Quaaaase!
A primeira substituição acontece. O capitão Locão deixa a equipe pra entrada de Ronaldo C. Praticamente uma criança. Apesar de sua forma física não muito adequada, o molequinho corria pra caramba. Acredito que estavam tentando cansar nossa equipe.
Mas não adiantou. Aos 10min de jogo, Volpato abre o placar num belo contra-ataque puxado pelo goleiro Murilo, que deu bom passe. Se tivesse uma torcida, com certeza, ela iria ao delírio nesse momento!
Porém, toda essa alegria durou pouco. Dois minutos depois, o camisa 8 Toni empatou a partida. Com direito a reposição de bola para si próprio do goleiro Acerola, no melhor estilo Nasi Valadão Rodolfo, que depois realizou belo lançamento.
Nova substituição no Time do Locão. Sai Pirelli e entra Laranja. Dessa vez, parece ter dado resultado. Toni recebe livre na área. Chuta bem! Murilo faz grande defesa. Porém, Toni marca no rebote, virando o placar a favor de seu time. 2x1.
Enquanto fazia minhas anotações, o Futiba deixa o placar igual novamente. Eu não vi o gol, mas o Cris disse que foi dele. E eu acreditei. Tudo empatado!
Outra substituição, sai o artilheiro Toni e entra o outro Ronaldo. Depois Figura deixa a quadra para a entrada do camisa 10 Carlitos. À partir de agora, não vou mais relatar as substituições, porque senão minha cabeça vai dar um nó e esse texto vai ficar ainda pior do que está... Todos os jogadores, com a exceção do goleiro, entraram e saíram diversas vezes (ui).
Após jogada "Zé Ruela" do goleiro Acerola, que tentou sair jogando, Murilo quase marca de dentro da sua área. Pouco depois, Volpato aproveita nova falha do goleiro, que dessa vez repôs mal e coloca o Futiba na frente de novo. 2x3.
Em uma cena deveras divertida, Volpato segura a bola próximo a lateral da quadra e abusa da inexperiência de Ronaldo Criança. Driblando o garoto várias vezes, quase um Garrincha do século XXI. Sacanagem com o jovem atleta adversário...
Aos 18 minutos de bola rolando. O jogador Figura empata a partida outra vez. Mas confesso que ainda estava embasbacado com o lance do Volpato e não vi como aconteceu o gol. 3x3!
O jogo segue equilibrado, sem grandes chances pra nenhuma das equipes. Até que a zaga do Futiba dá bobeira e o mestre Locão acha Toni livre na área e este não perdoa. O Time do Locão passa a frente novamente, 4x3.
Porém, em um jogo disputado como esse, o resultado não tardou a mudar. Após escanteio pela direita, a bola chega até Murilo, que da entrada da área adversária, acerta um petardo no ângulo. Golaço e tudo igual no placar.
Depois de uma série acontecimentos bizarros e alguns importantes. Como o Figura receber uma baita bolada na cara e o Murilo fazer uma baita defesa num chute à queima-roupa (isso ainda vai ter hífen?!) do Locão. O artilheiro, Volpato, revira o resultado e coloco o Futiba em vantagem. 4x5. Porém, após uma má reposição de bola, Pirelli deixa tudo igual de novo. 5x5.
Pouco tempo depois, o goleiro Acerola realizou outra jogada "Zé Ruela" tentando sair jogando na linha. A bola ficou com o guarda-metas Murilo, que vendo o gol adversário vazio, avisou: "Ai que eu vou bater pro gol". E foi exatamente o que ele fez. Bateu pro gol e marcou! Não percam as contas, agora 5x6 (ou 6x5 pro Futiba, se preferirem...).
Como esse texto está se tornando um pouco massivo, devido ao grande número de gols. Vamos agilizar o processo, apenas narrando de forma direta os próximos gols. Para isso e para uma melhor degustação, procurem imaginar a voz firme e doce de Léo Batista enquanto lêem o parágrafo seguinte.
Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 15h10
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Bola pela direita, o artilheiro Volpato bate cruzado e marca o sétimo da equipe verde-limão. Porém, aos 33 minutos, Toni acerta a trave de Murilo e na sobra, ele mesmo empurra pra dentro, diminuindo a vantagem do Futiba. Faltando dez minutos para o fim da partida, ainda havia tempo para mais gols. E Volpato, sempre ele, deixa mais dois. Nove a seis pro Futiba. Depois, é a vez de Figura diminuir para o Loket's Team novamente.
Interrompemos a programação Globo Esporte, para que eu posso me justificar. Estes três últimos gols não têm descrição nenhuma, porque simplesmente não vi nenhum deles. Eles aconteceram ao mesmo tempo em que eu tentava ouvir uma conversa sinistra que se passava no muro atrás de onde eu estava sentando. Entretanto, não consegui entender o que falavam. Só sei que suas vozes eram sinistras, como de bruxas, e seu dialeto lembrava alguma antiga maldição cigana ou no mínimo, alguém com dicção ruim...
Voltando ao jogo. Figura recebe na pela esquerda em seu campo de ataque e bate cruzado pro gol. Murilo chega a encostar a mão na bola, mas mesmo assim ela entra. 8x9.
Com um gol de vantagem e o jogo chegando próximo de seu final, a equipe do Futiba passa a administrar a partida. Marcando forte e saindo em contra-ataques.
Momento curioso. O grande Cris, camisa 3, da equipe do Futiba tem a bola roubada (ô loco, como assim?!) pelo pequeno Ronaldo Criança e indignado diz à seu adversário: "Não acredito que você roubou a bola de mim". (é humilhante, mas calma Cris, acredito que você ainda tenha a esquerda...).
Mostrando-se irritado com a declaração de nosso atleta. Ronaldo Criança com o brio ferido, chute estranhamente pela diagonal direita do seu campo de ataque e marca o que chamamos de "gol espírita". Empatando a partido novamente e deixando o jogo mais emocionante do que nunca. 9x9. Faltando dois minutos pro fim da peleja.
Se antes havia sido o Cris. Agora era vez do goleirão Murilo não se conformar que tinha tomado um gol para o jovem Ronaldo Criança.
Sem nem sequer dar tempo do Time do Locão comemorar o empate. O artilheiro Volpato recebe a bola de costas dentro da área e com a frieza que somente os matadores possuem, virou e colocou a pelota pra dentro. Futiba 10 x Locão 9, placar final!
O resultado mostra que a equipe do Futiba ainda continua sendo praticamente imbatível. Mesmo quando somente cinco de seus guerreiros se apresentam sozinhos pra enfrentar uma verdadeira multidão de atletas juvenis, loucos por sangue. Nesse jogo o time verde-limão apresentou uma equipe muito forte na marcação, com Cris, Thiago e Gustavo, todos bons defensores, jogando juntos. Sendo que do trio, nenhum se destacou individualmente, mas foram essenciais pro resultado. Murilo demonstrou que ainda continua em excelente forma e fez um belo jogo. Enquanto que Volpato mostrou-se uma grande contratação e um goleador de mão cheia. Sendo o melhor em quadra.
Vale lembrar que além destes, o Futiba ainda possui contrato com diversos atletas de renome, que não estiveram presentes, mas justificaram sua ausência. O capitão Jonny estava roubando fazendo hora-extra no serviço. O experiente Zé, vulgo meu pai, estava envolvido com assuntos religiosos. Enquanto que Paulo e Fábio, não jogaram porque estavam fazendo bichisse bíceps na academia...
Que venha o próximo adversário!
PS: Após o jogo, Ronaldo Criança, um dos camisa 7 do Time do Locão, continuou treinando solitário, afim de buscar a perfeição. O moleque é fera!
NR: os nomes dos jogadores do Time do Locão não são verdadeiros e foram baseados de acordo com os nomes escritos em suas camisas ou de acordo com a coloração das mesmas. Assim, o FHTE se isenta de ter que pagar qualquer tipo de direito de imagem. O único nome verdadeiro é Locão (Thiago Louco Negreiros).
Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 15h10
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Retrospectiva 2008
O ano de 2008 se vai e talvez não deixe saudades para os leitores dessa furreca. Desde que o FHTE foi fundado em 22 de Março de 2005, este foi o ano menos produtivo do blog. As razões para isso já foram ditas no texto de ontem. Falta de tempo, excesso de preguiça, entre outras.
Porém, este não foi um ano de todo o mal para o FHTE, fizemos uma ampla cobertura dos jogos de futebol do Comunicação FC, tendo como ponto alto o inesquecível amistoso clássico contra o Futiba. Jogos esses que como sempre rendem muitos comentários e apertos de mão. O pessoal parece realmente gostar desses textos.
Outro ponto alto do blog no ano foi a polêmica resenha da versão Millennium do musical Jesus Christ Superstar. Que se não rendeu muitos comentários no site, causou discussões na comunidade do filme no Orkut. Nessa mesma linha está a Discografia Comentada do Metallica. No blog não rendeu muitos comentários, mas nas comunidades Rock n Roll, Metallica e Metallica Antigo criou bastante debate, críticas e também elogios. Sendo indiretamente a matéria publicada mais comentada nesses três anos de FHTE.
Mais um fato importante em 2008, foi a colaboração de Otávio Nuñez, que contribuiu escrevendo algumas resenhas e ajudou o FHTE a manter-se em atividade durante boa parte do ano.
No campo pessoal, o ano velho também teve momentos importantes. Lembram-se daquela bela morena que apareceu sorrindo para mim depois do show Pitty? Aquela que eu disse que contei uma piada sem graça? A Paula Queen, pô! Então, agora ela é minha digníssima namorada (thank you God)...
Em 2008 acabei me afastando um pouco de alguns grandes amigos, mas sem nunca perder o contato. Até porque estes são meus amigos de verdade e de sempre. Porém, neste ano também fiz novos amigos, por intermédio de minha amada, tutto bonna gente.
Agora em 2009, a única coisa que prometo é que o FHTE vai continuar vivo! Talvez este seja mais um ano meio vazio para ele, já que estou no último da faculdade e o tal do TCC promete ocupar boa parte do meu tempo... Mas pretendo continuar contando com o apoio destes seletos leitores que estão lendo isso agora e também com a colaboração de todos aqueles que têm bons corações e bons textos rs.
Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 16h15
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Música: Entrevista - Forgotten Boys
A banda paulistana Forgotten Boys acaba de lançar Louva-a-Deus, seu sexto álbum de estúdio. Para contar um pouco mais sobre ele e sobre o futuro da banda, conversamos com o vocalista e guitarrista Chuck Hipólito.

Dê onde veio a idéia para a ilustração da capa do novo álbum, que mostra alguns músicos que influenciaram a banda decapitados? Chuck - Acho que se pensarmos que estão de fato decapitados a idéia fica um pouco mórbida, tivemos a idéia de ilustrar de uma maneira meio chocante/interessante as nossas influencias declaradas (ou não) em uma capa, dai a idéia da gente carregando essas "identidades" ou "mentes". A fêmea do louva-a-deus consome a cabeça do macho (para não falar comer...) depois da reprodução, o inseto caiu como uma luva, e o nome é forte.

Louva-a-Deus foi disponibilizado para download no site da banda dias antes do lançamento oficial em CD. Porque fizeram isso? Através disso já deu pra ter alguma noção sobre a receptividade dos fãs ao novo disco? Chuck - O que vale um mp3 na verdade!? Se as pessoas baixarem o disco, conhecerem as musicas, gostarem... ele vale muito, pois as pessoas irão prestigiar o resultado disso ao vivo, acho que essa foi a intenção... quem quiser o disco físico de verdade também vai poder achar e por um preço justo. A receptividade e resposta foram imediatas, pela Internet, pelas mensagens em sites como o Orkut e ao vivo.
Pegando o gancho na questão anterior. O site da banda é muito bem feito e contém várias informações sobre a banda. Qual a importância da internet na carreira da banda? Chuck - Dificil encontrar alguma pessoa do nosso publico, ou até mesmo que esteja lendo essa entrevista que não tenha alguma intimidade com a Internet, ou que não tenha um e-mail, é um espaço comum hoje em dia.
Mais uma vez a banda apostou em escrever músicas tanto em inglês, como em português. Vocês acham que a banda continuará seguindo essa tendência ou vai chegar uma hora que vão apenas fazer musicas em português? Chuck - Não, acho que a banda vai fazer o que achar mais legal para o um próximo disco, podem ser musicas sem letra, pode ser tudo em espanhol. Sinceramente não sabemos, mas é difícil seguirmos alguma tendência mesmo que criada pela própria banda.
Ainda sobre a questão do idioma das letras. Essa é uma questão polemica entre os fãs. Como eles reagem a isso? Chuck - Divide opiniões mas acho que é natural, ninguém tem obrigação de gostar de tudo mas ao vivo ambas funcionam.
O disco anterior Stand By The D.A.N.C.E., havia sido lançado pela ST2. Porque optaram por voltar a lançar discos de forma independente? Alguma coisa ligada a liberdade de criação ou pressão da gravadora? Chuck - Chegamos a tentar lançar o disco com eles, mas, as negociações foram lentas e sem perspectiva, então como queríamos logo o disco na rua resolvemos tomar a dianteira e resolver isso logo. ter uma gravadora tem suas vantagem, não ter também tem.
Depois da boa aceitação clipe da musica 5 Mentiras, a banda teve uma grande exposição na mídia. Gostaria que a banda comentasse as diferenças entre tocar em lugares e para um público mais "underground" e tocar em casas maiores para um publico mais "mainstream". Chuck - Acho que o que muda mesmo e qualidade técnica de onde você esta tocando, para o publico mais "under" é natural que a estrutura (aqui no Brasil) não seja a mais adequada, para falar a verdade temos muito mais contato com o publico underground mas gostaríamos de falar igualmente com ambos.
Na opinião de vocês, no que o novo disco se diferencia dos anteriores? Chuck - É o disco novo, é o que somos HOJE, fora isso muda a sonoridade de estúdio, as composições mais maduras, tudo toma outra forma e proporção, a banda é a mesma.
Não existem muitas bandas no Brasil fazendo o estilo de rock n roll praticado por vocês. Você acha que ainda haja espaço para este rock mais sujo? Como vocês vêem a cena roqueira no Brasil hoje? Chuck - Tem muita banda legal com o estilo parecido ou não, acho que atitude de ir lá e fazer seu som, fazer as musicas gravar, se preocupar com a forma final disso e conseguir de fato, já é bem rock. Não vejo a cena com "cena rock", mas como uma cena super criativa e de pessoas legais. Outras nem tanto.
O álbum foi mixado pelo renomado Roy Cicala, que já trabalhou com nomes como John Lennon e AC/DC. Qual a importância de ter um profissional desse gabarito trabalhando com a banda? Chuck - Ela estava "por acaso" trabalhando com o Apollo Nove e veio no pacote a gente sabia que ele estava no Brasil, e quando ficamos sabendo que iríamos trabalhar com ele ficamos entusiasmados. Ele que deu toda a cara do disco, com a gravação e fazendo cada musica de um jeito diferente, se preocupando mesmo com a alma e identidade individual de cada uma
Quais os planos futuros da banda? Chuck - Gravar um clipe e continuar divulgando o disco.

____________________________________________________________ Essa entrevista foi realizada por intermédio do site Cena Rock.
Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 18h37
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Assíduos leitores: não chorem! Voltamos!
Depois de mais de três meses fora de atividade, onde fomos até o inferno e demos um tapa na bunda do cramulhão, o FHTE volta mais uma vez das cinzas e mostra que sua chama ainda continua a queimar (no bom sentido).
Os motivos que levaram o blog há passar tanto tempo sem atualizações são complexos. Primeiro, a falta de tempo proporcionada por uma vida de trabalhador e estudante. Segundo, este que vos escreve está muito ‘vagabundão’ ultimamente... E terceiro, venhamos e convenhamos, é muito melhor namorar do que escrever. Ainda mais com a namorada que tenho . Porém, os leitores não ficaram na mão, o FHTE começa o novo ano com a promessa de mais resenhas cheias de parcialidade, textos recheados de humor barato e opiniões que nada mudam na vida de ninguém com pitadinhas de informações pessoais. Afinal, este site existe para isso. Expressar opiniões, informar (há quem diga que não), divagar, entreter e ainda assim ter espaço para doses pessoais, mantendo assim algo do que seria um blog propriamente dito. Até porque já perdi as esperanças de transformar isso em um site de verdade.
Para comemorar a virada de ano, esta humilde página virtual trás uma entrevista exclusiva com a banda Forgotten Boys, realizada por intermédio do site Cena Rock, da qual sou colaborador, e uma breve retrospectiva de como foi o ano para o homem por trás do FHTE (uiii!!!).
Escrito por Carlos Eduardo Garrido às 17h36
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